
Sempre que pude em minha vida tive um diário, para praticar a insaciável necessidade de fofocar com alguém minhas descobertas da vida cotidiana e amorosa, sabe é complicado fofocar tudo para o povo, por isso a utilidade do diário, as fofocas às vezes podem ser mal interpretadas e isso pode causar algumas desavenças, e em alguns casos até morte... Claro que no meu caso isso jamais aconteceria... Bom voltando ao diário, com o tempo a relação entre você e ele se desgasta por vezes você reluta para não escrever, não sei se é por pura preguiça ou realmente por medo de abri-lo e perceber que não tem nada a contar, a não ser coisas tão comuns que são atividade de grandes grupos... Às vezes penso que o que desgastou minha relação com ele foi à falta de diálogo, é verdade, chegou a uma altura de nossa relação que eu falava, falava e falava e ele pouco respondia, não havia mais aquela excitação em estar juntos, e o pior é que nos encontrava-mos apenas na noite, imagina se essa relação fosse diária, não duraria uma semana.
Mas retornando ao diário... Hoje o divertido é o blog, um diário virtual onde você expressa todo o seu teor de amor, ódio, amizade e insatisfação com a vida em um ambiente aberto, onde o que não há é a interação humana, apenas virtual, o que permite que o escritor ou o relator possa abrir o jogo para um monte de gente que ele não conhece, as pessoas se interligam nessas imensas redes por afinidades, a gostosa, a tchu-tchuca, a periguete, a caçadora e mais uma infinita lista de perfis, sem falar que isso também vale para os meninos, o mundo blogueiro é por vezes surreal, de lá alguns grandes escritores como a tal Surfistinha teve a produção de um mega best-seller, lido por nove entre dez desocupados, acreditem a estatísticas ainda nos levam a chegar à conclusão de que dez entre dez meninas caçadeiras dedicaram seus dias para ler esse livro.
É triste, mas o blog dá essa abertura fabulosa de você escrever (como faço agora), e ainda você tem a chance de ser descoberto como um grande escritor para o mundo literário, e quem sabe daqui mais um tempo até concorrer a uma cadeira na academia brasileira de letras, o que seria a prova real de que o brasileiro não lê nada, mas quem produz algo, mesmo que seja insanidades pode concorrer há uma vaga. Ah, mas voltando ao diário (virtual), o blog vai me permitir fazer novas descobertas a partir da observação das inúmeras redes, onde daqui um tempo pretendo estar ligada, claro ainda não sei bem qual vai ser o meu perfil e nem em que redes poderei adentrar, mas vale a iniciativa, já tive um blog, em um passado bem distante, perdi a senha e a possibilidade de reler e até de copiar minhas observação e descobertas, acho que elas ficaram perdidas por ai em algum lugar do sistema...
Pretendo com esse blog conhecer-me e descobrir a fascinante cadeia de pessoas que intelectualmente, realmente fazem do blog uma mega produção, onde textos mirabolantes saem da mente prodigiosa de inúmeras pessoas pelo mundo a fora, não pretendo com essa colocação sair “à francesa” apenas quero dizer que aqui está uma verdadeira caçadora de boas idéias e de bons contos, o cotidiano por vezes pode parecer sem graça, mas dane-se, descobri que são das pequenas coisas do cotidiano que as verdadeiras histórias saem e essas sim realmente são as mais divertidas... Eu tive uma vez um diário, não sei onde e em que caminho se perdeu nosso amor, derrepente o reencontro aqui novamente... Beijus eu volto – Lins Roballo – 10 de maio de 2009.