domingo, 6 de dezembro de 2009

ANJOS DO CÉU



Hoje um anjo voltou ao céu... Triste? Não, aceitável... Sabe existem entre nós anjos, aquelas pessoas admiráveis, aquelas que sem nenhum motivo são marcantes na nossa vida. Conheci um anjo um dia desses, que enquanto estava aqui entre os humanos teve o poder de transformar a vida das pessoas ao seu redor e sem saber o quanto estava sendo marcante, apena fez as coisas que achava justo.
O meu amigo, que na realidade não era assim aquele amigo intimo, era meu compadre do coração (é não veio o meu afilhado), mas eu tenho certeza, que de onde você estiver brilhando jamais vou esquecer-me de você. Não porque tivemos dias marcantes como os grandes amigos têm, mas porque com a sua simplicidade me fez ver o quanto é importante querer ser feliz, querer fazer as pessoas felizes, querer ser amigo...
Você foi o príncipe encantado de uma grande amiga, você foi de todos os namoridos da minha“panela da escola” que soube fazer a diferença e aceitar a minha diferença e nunca fazer separação ou distinção de mim para com os outros, você amigo é como um cometa ofuscante, que parecem fogos de artifício lindos, mas que pela beleza duram muito pouco... Queria sim ter participado mais, ter estado ao lado da minha colega e amiga nessa hora, mas sei que você se foi e até nisso pensou, foi deixando um coração cheio de certeza de ter vivido o grande amor da vida. E me orgulho de ter visto essa história de perto, já que foi uma das histórias mais belas e cheias de pureza e cumplicidade que jamais vou presenciar novamente... Amigo você será inesquecível e por isso digo que admiro anjos celestes, que como você fazem de nossas vidas momentos mais felizes e sabem mudar o rumo de muitas outras vidas... Beijus eu volto... Lins Roballo, 06 de dezembro de 2009.
umas das musicas que eu mais amo e que expressam tudo isso

terça-feira, 24 de novembro de 2009

COMÉDIAS DA VIDA COMO ELA É, PRIVADA!

Já saiu a toa, sem ter rumo certo, pensando em chegar a lugar algum? Me encontro perdida dias desses bem assim... Vagando por ai na noite escura e silenciosa das ruas periféricas domeu bairro... Você já fez sexo com alguém que nunca viu, e só pelo prazer do ato em si o fez, apenas para saciar o desejo incontrolável do corpo e do sangue que inconstante pulsa por entre cada nervinho do corpo? Dias desses... Aquele em que me encontrava perdida nas ruas... Fiz sexo com alguém que nunca vi e que sei que jamais verei novamente.

Estranho? Não! É uma comédia da vida privada, que em muitos instantes encontramo-nos entre as histórias risonhas de Veríssimo ou a vida como ela é! De Nelson Rodrigues onde cada instante é pautado de muita pornografia, sexo com estranhos, casamentos falidos... Amizades desmedidas, beijos... Tórridos beijus de paixão e desejo...

Porque viver na constância das coisas comuns? quando é possível ser uma metamorfose ambulante... E sem preocupação com o dia claro ou com a noite fria, porque quem óculos escuros vai além do possível...

É esse dia foi divertido, Veríssimo que o diga, mas convenhamos nada como viver as aventuras secretas de uma boa moça na lotação urbana, buscando sexo inusitado com estranhos que jamais veremos novamente... Obrigada Nelson por criar as possibilidades de fugir da realidade e sermos um pouquinho vadias secretas... Beijus eu volto! Lins Roballo 21 de novembro de 2009.

Para quem não conhece... a baixo a dama da lotação de Nelsom Rodrigues


A MAJESTOSA PROTETORA

Olha como é estranho diante de mais um ano de vida... Fazer esse retrocesso e rever em fotos e fatos o que hoje considero um livro aberto feito ao livre, como belos pássaros, como formosos beija flores e como delicadas borboletas... Viver é uma arte que com o tempo nos ensina que sofrer não é dão dolorido quanto pensamos diante de todas as vitórias, diante de todos os obstáculos vencidos e de toda a estrada percorrida...

Quando pensamos que todos têm seus ídolos do cotidiano, não imaginamos para quantas pessoas somos "o ídolo"... Como digo sempre a você, quando brigamos, quando discutimos, quando armamos, quando juntas temos que resolver os pequenos e imensos problemas da nossa vida em comum ou quando nos juntamos para rir a toa... É muito mais que minha mãe... Minha protetora... Minha progenitora... É uma amiga especial... Uma confidente prudente, uma guerreira astuta, uma articuladora geniosa, uma chefe exigente e uma poderosa estrutura inderrubável e como dizia o Igor, irmãozinho que por muitas vezes parece um irmãozão pelas palavras ditas assim.

"desenhei minha mãe como uma grande árvore porque ela com sua polpa enorme, não só é inderrubável como nos protege da chuva, do sol e do vento e com sua polpuda e esplendorosa magnitude ainda consegue com jeitinho proporcionar ninho a muitos passarinhos desabrigados que sem rumo voam... mas aqui em seu leito encontram força, proteção e alimento"

Isso ele falou quando ainda tinha 5 anos de idade imagina o que não deve pensar dessa muralha hoje com quase doze... Por isso, não agradeço a Deus por ser minha mãe... Digo a ele que maravilhoso foi ele que fez uma pessoa que pode ser mãe dos seus e ainda ser mãe generosa de muitos outros... E como diz naquela musiqueta do padre Marcelo Rossi "o senhor tem muitos filhos, muitos filhos ele tem..." você materializa todo o dia isso, quando em sua porta você acolhe, ouve e orienta, e sem saber o quanto está sendo um porto seguro em meio às tempestades, que muitas vezes nem fazem parte de seu mundo... Beijus iluminada... Beijus iluminadora... Você é mais que tudo... Você é meu mundo. Te amo. Lins Roballo 05 de novembro de 2009.

A todas as mãe mas principalmente a minha...

ENQUANTO CHOVE LÁ FORA

Enquanto chove lá fora aqui dentro muitas coisas acontecem, sabe trancafiada por conta da chuva, o tempo insiste em passar vagarosamente possibilitando pensamentos e conversas comigo mesma, é bom o tempo assim ele trás aquela sensação de volta a juventude, pipoca, cafezinho e talvez bolinhos de chuva... Meu gato insiste em querer conversar, quer carinho, está também solitário.
Esse tempo de reflexão é bom para acalmar os pensamentos maldosos, sexuais e algumas mais, a conversa com amigos possibilita uma ligação com o eu, faz bem para que a noite seja mais preciosa, é bom o passar das horas vagarosas, porque de pingo em pingo, os papos noite a fora fluem e talvez possam levar as novas descobertas.

A música acompanha as gargalhadas, o divertimento e a descontração, juntos mais uma noite nem parece que pouco nos vimos, é estranho às vezes esse tipo de reunião para colocar os papos em dia porque como amigos às vezes parecemos tão estranhos e distantes e isso nos liga novamente.

Enquanto passo a passo a noite volta para sua morada e se inicia então mais um dia, é recompensador depois de tanto papo jogado fora rever as fotos, rever os amigos e rever nossa opinião sobre certas coisas, aqui no sul, em pleno inverno curtindo mais uma noite, e que noite divertida... Beijus eu volto... Lins Roballo


Musica Para Compor a Leitura

(comentem o texto beijus)



DE VOLTA AO FUTURO (DELORI)

Quem nunca viu aquele fabuloso filme dos anos 90 que tinha um menino e um velho cientista que juntos viajavam pelo tempo em um carro chamado Delori? O texto de hoje vem com esse propósito, traçar uma linha no tempo, quem não queria poder ir a qualquer lugar a qualquer hora e poder ver coisas e presenciar situações que estão presas lá atrás?

Ter em suas mãos o poder de escolher, ver o que se deve fazer muito antes de ser feito, poder concertar os erros, melhorar o futuro, deslizando pelo passado como um observador das atitudes, das suas atitudes?

Se tivesse em meu poder essa Delori, esse trem espacial que vaga por entre buracos negros do espaço e do tempo e que tem o poder de transformar as situações, talvez revisse algumas escolhas, tiraria de minha boca algumas palavras que foram ditas a algumas pessoas, escolheria outros caminhos, que mais fáceis me provocariam menos dor, enfim reconcertaria algumas pequenas falhas, reveria e reformularia algumas cenas e apagaria todas aquelas, que dolorosas me instigavam algum tipo de sensação, e como em um filme épico construiria a perfeição...

Mas que graça teria poder redesenhar tudo de novo se o bonito do desenho está justamente nos erros, que importância teria reescrever o livro se o rascunho ainda é o mais interessante? Alguns poderes às vezes assustam, pois aquele menino, que por muitas vezes viu-se pequeno, viu-se adulto e presenciou seu fim, pode dizer que se a história não fosse como foi não teria a mesma graça e nem o mesmo brilho.

Ter milhões, carrões e todos aos seus pés nem sempre são o mais justo, o mais doce, o mais divertido. Às vezes a malemolência da vida corrida, da vida sofrida e da vida confusa e conturbada nos trás muito mais ensinamentos do que a fraca aventura de se ter tudo. Pense nisso... beijos eu volto... Lins Roballo

Musica para compor a leitura...


O AVESSO DO AVESSO


É complicado nesse contexto social em que se apresentam certas situações que nos dão aquela sensação de que alguma coisa está errada, como se uma roupa estivesse sido colocada ao avesso, são muitos erros e inúmeras desculpas.
O senado com atos secretos, as políticas que não funcionam, a educação que há muito se encontra estacionada e a saúde que nem conseguiu pegar a ficha para ser atendida. Há quem diga que em 2010 as mudanças chegarão. impossível! Acreditasse que quando a democracia brasileira chegar a sua maioridade possa então tomar partido de uma autonomia que melhore a sua situação.

As vivencias estão paradas, nos encontramos anestesiados, embora reconheçamos que em muitas situações somos totalmente coniventes ao regime flagelo que se instaurou na nossa política, há ainda quem diga que a sociedade pode ter aquele baque, e perceba as inúmeras facetas que se apresentam, cruéis facetas que se encontram por ai vagando no senado, na rua e nos presídios.

Esse renascer do coma pode sim ser assustador, como uma pessoa que acorda após anos e demora a assimilar as inovações, não só as inovações tecnológicas, mas as inovações no tal “jeitinho brasileiro” de resolver tudo de uma forma que não atinja ninguém diretamente, e mesmo que atingir alguém, pode se ainda alegar que “se não há morto, não há crime de fato!”.

O coronelismo há muito vaga por entre nossos votos como um fantasma que insiste em ressurgir, como aqueles vilões perversos que manipulam, maltratam e dominam as massas, como dizia Vargas “as aves de rapina” que a espreita esperam o momento certo para devorar a sua presa sem dó nem piedade.

Ainda que em contrapartida enfrentemos a dura realidade do poder que inebria e enfraquece o povo e que por vezes despem a realidade e a fantaziam como querem, é realmente “o avesso do avesso”, o lado “b” dessa realidade, o reverso das situações, e quem é culpado? E quem é errado? E quem pode dizer algo contrário? O verso ainda está sujo, pois o avesso nem começou a ser limpo... Cuidado com o que se pensa e o que se diz, pois pode se estar querendo limpar uma roupa que não é sua, e que nem estava no cesto para ser limpa, estava ali apenas para ser esquecida... Beijus eu volto! Lins Roballo.


Como sempre uma Musica para compor o Texto...

(comentem Por Favor)



MISTÉRIOS DO ABANDONO

Há algum tempo eu venho revendo algumas histórias, verídicas ou fantasiosas, misteriosas ou reais, mas que sabe impõe dentro de mim um sentido maior do que sou hoje em dia... Há história que conto hoje é verídica sim, um pouco fantasiosa, com uma pitada de mistério infantil, mas que por durante muito tempo fez parte da minha vida...

Havia na frente da minha escola um antigo cinema, uma casa caindo os pedaços, com algumas janelas, e com aquela cor amarela meio desbotada, que continha dentro dela muitos mistérios, morava no cinema uma senhora idosa, com muitas marca do tempo em seu rosto, cabelos meio crespos, meio lisos, com aquela cor cinza e algumas mechas brancas aqui e ali...

Ela era o conto vivo na porta da minha escola, era um cinema abandonado, ou uma casa amaldiçoada? Não sei explicar, mas aquela turrona mulher que vivia ali dentro era como aquelas tenebrosas bruxas dos magníficos contos de fadas, que por vezes pareciam que foram escritos ali, como um personagem assombroso ela vagava envolta de seu castelo abandonado conversando sozinha, não sei se dialogava consigo mesma ou com seus fantasmas.

Perto do muro do lado de dentro do pátio havia uma majestosa pitangueira, que como à senhora deveria ter seus secretos mil anos, nós subíamos no muro, catar uma a uma as vermelhas pitangas, doces pitangas que se postavam ao alcance de nossas pequeninas mãos, e por inúmeras vezes pude ver a velha sentada à janela de sua casa observando nossa atitude.

No seu calabouço, presa aos seus tormentos, aquele ser permaneceu por grande parte da minha infância, criando histórias, mexendo com a nossa imaginação, o velho cinema sempre me possibilitou viagens, inúmeros questionamentos sobre quem era ela? Como havia parado ali.

Com a chegada da adolescência, passei a me preocupar com outras coisas, e sabe um dia, percebi que a velha sumiu, e sem nenhum aviso o cinema e também havia sumido, juntamente com a casa abandonada, e toda a magia que ali estava presa, não sei para onde levaram a personagem, sei que ainda na minha memória persiste a lembrança daquele quadro em preto e branco, coberto de luz e assombrado de histórias que a velha casa possibilitou, aquele misterioso cinema vivo, então como a minha infância sumiu... Beijus eu volto... Lins Roballo

Música para acompanhar a leitura

EM QUEM CONFIAR


De tempos em tempos reconheço que é necessário questionar sobre “confiança”, em quem confiar quando tudo parece por um fio a desmoronar nos penhascos da vida? Confiança é a base de alto estima, amor por outrem, fortalecimento de amizades e outras inúmeras coisas que movem esse mundo cheio de pessoas extremamente diferentes.

Há dias que realmente questiono se é bom estar com pessoas que você julga suas amigas e que por vezes mostram o contrário, tive já inúmeras decepções pela vida a fora e acredite mais triste, não é saber que as pessoas podem te decepcionar, mais triste é sentir que não se pode confiar em alguém.

Ser uma loba solitária que na penumbra da noite caça sua presa, ou ser componente de uma alcatéia que por vezes conquistam coisas juntas? É difícil esse tipo de escolha, pode-se morrer de fome sozinha, mas também se pode morrer de abandono em grupo, onde os mais fortes sempre acharão um jeitinho de sobreviver, nem que para isso tenham que devorar os seus.

Para se ter consciência de trabalho em grupo é necessário que o grupo todo pense igual, mas isso, caro amigos não existe, pensar em socialismo onde o que impera é a lei do mais forte, do mais jovem, do mais perverso, do mais esperto e do mais cruel é por vezes utópico. O mesmo acontece se você for pensar em amizade, dento de um grupo onde apenas se espera a oportunidade certa para a tacada final.

É um circulo vicioso, sempre se quer mostrar que o poder é de todos quando o poder é talvez de quem chegue primeiro. Bem fazem as raposas que esperam todos dormirem, inclusive o dono do galinheiro para chegar sorrateiramente e desfrutar solitária da sua vitima, e quem é vitima nessa história? O pobre criador de galinhas, as galinhas ou a abandonada raposa?

Fica o conselho aos desavisados, não durmam cedo, não deixem fresta abertas e nem pensem em não se cuidar, porque a raposa pode chegar, mas saibam que ela também temerosa e solitária cuida-se da loba que pode estar à espreita esperando ela se distrair e acabar coma vida dela.

Confiança mais que tudo é medo, desconfiança, desprendimento, solidão e cuidado. Um dia ouvi dizer por ai em algum lugar que, melhor é marcar território e fazer com que acreditem que você não está preocupado, e esperar, porque “vingança” é um prato que se come frio e a vitória é dos solitários. E por mais que esses solitários encontram-se acompanhados ainda assim devem prezar pela sua solidão, porque vai chegar um momento que talvez você não seja o caçador, mas a caça, talvez não seja o malvado predador, mas a pobre vitima... Beijus eu volto... Lins Roballo

MÚSICA PARA COMPOR O TEXTO...

(COMENTE DEPOIS OK)




MÚSICAS CONTAM TUDO SOBRE NÓS...

Sabe aquela pergunta que por algum tempo circula pela nossa mente, “se minha vida fosse uma música seria?” difícil responder esse tipo de questão, porque depende muito do tipo de situação que se está vivendo, se for um momento mágico pode-se explicar ele através das infantis e inocentes musicas das Kely Kis, Wanessas, Sandys e outros tipos de artistas que de tempo em tempo criam esse tipo de canção.

As músicas românticas embalam as noites, as tardes e as vezes até as manhãs dos corações apaixonados, é como diz Cazuza “Amor da minha vida daqui até a eternidade...” há também canções como a de Cássia Eller que explicam totalmente esse amor, perdido amor, ‘se lembra quando agente chegou um dia acreditar, que tudo era para sempre...Sem saber que o para sempre, sempre acaba...” e acreditem não é essa mudança de estações que muda a lógica dos corações apaixonados, a vida em si explode modifica e edifica muitas coisas, a gente que sempre tem o costume de “rasgar pano nobre pura seda” como expressa Legião Urbana, para valorizar as pessoas e os momentos... e quando algumas coisas caem por terra, a gente tem o costume de dizer “quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com você?” Como se fugir dos problemas e abandonos fosse a solução mais rápida.

É canções dizem muito sobre nossa vida, refletem na gente os momentos que queremos que os outros percebam, por isso é necessário fazer como dizia Rauzito, “eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante... do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...” e ainda nos nossos mais rebeldes dias de solidão é fácil gritar “viva!!! Viva!!! Viva a sociedade alternativa...”, é complicado quando se tem muita coisa para explicar sem muita palavra para expressar, imaginem só você dizendo para a mãe que “o amor é bossa nova, sexo é carnaval...” e seguindo tudo isso é que daí “tudo vira bosta!!!” e viva Rita Lee que embalava nossa juventude, ou pelo menos a minha... quando para explicar o prazer de estar com alguém você diz “meu bem você me dá água na boca” e isso tudo “de tanto imaginar loucura” e claro não esquecendo a trupe Kid Abelha que dizia “tira essa bermuda faz cara de mistério... uhhhh eu quero você como eu quero...” porque “...longue do meu domínio você vai de mal a pior... vem que eu te ensino como ser bem melhor”.

Nada como as noites de verão, as frias tardes de inverno, as flores da primavera e as folhas caídas do outono para dar uma renovada nas relações e “é bem assim que estou... é tudo que restou...” Sandy e Jr, separados mostram que o tempo é corrosivo e até termina com alguns laços que poderiam ser inatingíveis. O tempo, ah o tempo! ele é dono de todo o destino, é real aquela história de “viva o hoje, porque o amanhã nem chegou ainda...” e provavelmente jamais chegue... É duro saber que se tem que viver dia após dia, a espera de nada... A espera de um “turo, turo aqui dentro...” e perceber que alguma coisa diferente está novamente acontecendo... E assim a vida segue, sobre essa lógica bem mundana... “O mundo dá voltas...” e nossa como ele gira, como as coisas modificam e como Roberto Carlos dizia em uma das suas canções... “Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim... não sei por que razão tudo mudou assim... ficaram as canções e você não ficou...” beijus eu volto... Lins Roballo


Música para compor a leitura...
(comentem depois)



terça-feira, 4 de agosto de 2009

COMO EXPLICAR...


Como explicar aquela sensação de retorno, reverenciar fatos passados, um verdadeiro “Déjà vu”, essa semana estou tendo um verdadeiro reinicio do fim das coisas que já passaram... uffa!!! Esse retorno me deixou um pouquinho temerosa sobre o que realmente plantei, sobre o que realmente estou a colher.
Eu passei dois longos anos pensando e pensando como seria esse reencontro com o passado, e para falar a verdade foi bem mais que eu esperava, foi bem mais que eu queria, foi muito mais que eu pensei... O papo foi reconciliador e preencheu novamente aquele espaço vazio que havia ficado.
Voltar a rever o passado quando ele bate a sua porta é às vezes temerosamente estranho, você tenta empurrar essas coisas para bem adiante, o papo do rompimento, os erros passados, o medo de ter errado ao terminar e sentir aquela vontadinha de voltar, o medo... O medo... Ter esse medinho é muito bom, você pensa que não vai haver esse medo, mas existe sim, pois ele faz parte do processo de reconciliação.
Bom passada a noite, depois de longas 7 ou 8 horas de papo, de colocar a vida em dia, de colocar as noticias em dia, falar das coisas que nesse longo espaço de tempo foi feito de ambas as partes, e tudo resolvido, amigos? “Amigos”... Passa então o frio da barriga, o medo e o travamento em falar certos assuntos. Agora fazer um cafezinho, tomar nosso coffe-break e então aproveitar essa reunião de um nós bem melhorado com o passado concertado, com o presente melhorado e quem sabe um futuro divertido... Beijus eu volto



MÚSICA PARA ACOMPANHAR...
(escute para entender)



FRIO, CAFÉ, CIGARRO E MPB...

É no gélido e solitário inverno que algumas coisas ganham mais a atenção dos corações solitários da madrugada. Quebrar o gelo da solidão com pequenos goles de café, acompanhados de um auto suicídio lento e indolor a cada tragada do cigarro. A música fica de pano de fundo mantendo a profunda melancolia, e a cada frase concretizada, confirmando minha deixa de abandono.
O banho antes de iniciar cada papo longo e duradouro com as teclas empoeiradas do PC, com a telinha fosca e brilhante e talvez pescar na imensidão das salas de bate-papo a salvação. Há muito tempo me questiono se essa falta de mim mesma é a apenas o reflexo desse abandono?? Não pensem vocês que estou só, até tenho muita gente ao meu lado, muitos papos no dia a dia, muita correria e produção, mas ainda assim é constante esse sentimento de solidão. Sólida solidão!
O frio entra por cada porinho do meu corpo o que indica sangue correndo, vida e essas coisas, mas se não fosse o cafezinho para por ordem na mente, aquecer o corpo e me alegrar, e só ele consegue agitar dentro de mim uma ansiedade que a muito vem morrendo. Bem o cigarro acaba e vida continua... Que triste forma de acabar com tudo, uma forma longa e duradoura, talvez pelo medo de acabar de uma vez, ou pela esperança que algum dia mude.
As músicas vão passando e de som a som o sono vem e com isso o “stop” de mais uma noite... É está passando mais um dia, e não foi hoje, o dia que decidi mudar, nem foi o dia de tudo acabar... Vai seguindo... Talvez mais um cafezinho acompanhado do último cigarro da noite retome o amor pela vida... Beijus eu volto


Uma música para a compor o texto...






VI, GOSTEI E RECOMENDO!



CAFÉ DA MANHÃ PLUTÃO




"O Café da Manhã em Plutão: Um elo com a Nova História Cultural. Na Irlanda, durante o final da década de 50, uma mulher abandona seu filho na porta de uma igreja. O padre Bernard encontra o bebê e entrega aos cuidados de Ma Bradem, uma senhora de personalidade rigorosa, que mais tarde ao especular sobre homossexualidade do garoto revela bruscamente não ser mãe dele. A partir daí, Patrick começa a busca pela sua mãe verdadeira, ao mesmo tempo em que sua identidade sexual desabrocha. Patrick “Kitten” Branden cresce numa cidade no interior da Irlanda num período marcado por conflitos com sua escola católica e atentados do ira. A vida de Patrick caminha junto ao contexto da Nova História Cultural, enfatizando as rupturas sociais, as práticas religiosas e a multipluralidade étnica e cultural, além de conectar as políticas em um nível micro, a qual Michel Foucault chama de “microfísica”.
O filme aborda protestos político-sociais numa época em que o republicanismo irlandês lançava bombas e praticava atos terroristas. O conflito girava em torno dos católicos e protestantes, no qual os primeiros queriam a unificação com a República da Irlanda e os últimos desejam continuar na Grã-Bretanha. Patrick “Kitten” presencia alguns bombardeios, inclusive no decorrer do filme Kitten é o principal acusado em bombardear uma danceteria e matar um soldado.
Podemos ressaltar a orientação sexual de Kitten como um dos pontos de destaque no filme e relacionar com a Nova História Cultural. As roupas, a maquiagem e os gestos corporais deixam o espectador embaraçado em atribuir Patrick ao gênero masculino, pois sua fisionomia aponta para o viés tido como “modelo” feminino. A História Cultural retrata a importância do vestuário como demarcação da história dos espaços, bem como frisa a importância da definição de uma sociedade e cultura. Patrick é ‘considerada’ travesti não só pelo mesmo ter o reconhecimento de sua orientação sexual, mas por usar uma vestimenta e acessórios que reforcem sua identidade sexual para a sociedade. Os gestos do corpo estão ligados também ao debate da Nova História Cultural, sendo considerados cruciais para o estudo de uma cultura. Atualmente, por exemplo, já existem discussões sobre a cultura dos travestis, ou seja, isso mostra o quanto cresce a multiplicidade cultural em nosso mundo, revelando inúmeras facetas da sociedade.
O desfecho do filme desenrola em Londres, local onde Patrick vive momentos de diversão e drama, além descobrir o paradeiro de sua mãe. Patrick inventa uma história forjada de uma companhia telefônica como pretexto para conhecer sua mãe, entretanto, não revela ser filho dela. A fotografia e os recortes (religioso, social e sexual) das cenas demonstram de forma enfadonha e ao mesmo tempo afável, a realidade de Patrick “Kitten” Branden diante de tantos obstáculos de nossa contemporaneidade. "


Críticas

nota Resumo 10

Joey (Crítica do Leitor): "Gostei pela trilha sonora, pela fotografia impecável. Um dos melhores do Festival do Rio deste ano! Um filme com poesia." nota: 8

Márcia Drumond (Crítica do Leitor): ""Pussy" defende-se da dor de forma peculiar: transforma-a em ironia, rindo e debochando da própria desgraça. Protege a alma delicada, mesmo que num corpo masculino, de sofrimentos maiores do que a vida já impõe." nota: 8

Mateus Beleza Rocha (Crítica do Leitor): "O único problema deste filme é o excesso de músicas (que são boas) em sua trilha sonora."nota: 10

Jonas (Crítica do Leitor): "A interpretação de Cillian Murphy é digna dos grandes astros do cinema." nota: 8

Viviane França (Crítica do Leitor): "Um belo e sensível filme." nota: 10

Iris (Crítica do Leitor): "Uma história duríssima contada com tanta dignidade e pureza." nota: 10

Priscila (Crítica do Leitor): "Falar de sexualidade, terrorismo e política sem descer do salto não é pra qualquer um." nota: 10

Tony (Crítica do Leitor): "A pureza de Pussy é algo que encanta." nota: 10

Alicia June (Crítica do Leitor): "Muito acima de minha expectativa. Belas interpretações do Cillian Murphy e Liam Neeson e músicas belíssimas. Cinema europeu me agrada muito." nota: 10

Robson (Crítica do Leitor): "Um filme delicado que te faz sorrir e chorar. Uma lição de vida!" nota: 9

Delvecclio Trivelato (Crítica do Leitor): "Muito bom. A trilha sonora é perfeita e bem humorada. Vale a pena assistir, pois é bem divertido." nota: 9

Ana Gabi (Crítica do Leitor): "Trilha sonora magnífica, uma bela história. Uma comédia bem poetizada, se assim posso dizer. Recomendo a todos os amantes de cinema!"


Treiler do filme.





AH TODOS UM BOM CAFÉ DA MANHÃ.... EU VOLTO.

Informações sobre filmes vá em





Maravilhoso... essa música tem tudo haver com a vida amorosa das pessoas decididas... olha só baixem, ousam e vejam bem atradução... é tudoooooo...

mas olha comentem... é importante para mim que os comentes fiquem registrados... espero que gostem... prometo estar mais presente no blog e poder postar coisas interessantes para vocês... kises e kises... até mais... eu volto...

NOITES E NOITES


Agora acordada em plena madrugada, pensando, tomando um cafezinho, esperando a chuva que se arma cair, esperando talvez você chegar, bater em minha janela e sair correndo brincando com meus sentimentos, brincando com minhas lágrimas, olha só não tem como não escrever romantismos bobos ao som de KLB, dizendo para mim coisas bonitas, essa noite foi agitada, essa noite foi calma... o agito do lado de fora em nenhum instante me fez querer outra coisa se não os braços apaixonados de alguém que prometa carinho e aconchego, de alguém que me acolha e sem perguntas e nem planos apenas me ame muitos anos, é isso que quero, um mar de rosas, um oceano de ilusões, uma mistura de amor e paixão, um emaranhado de sentimentos que me deixe inebriada e me faça esquecer das tristezas.
Quero mais que aventura sexo esporádico, quero mais que beijo roubado, quero mais que carinho passageiro, essas noite assustadoras, sombrias, caladas e solitárias muitas vezes me assustam e amedrontam. Agora embalada por Caetano dizendo que hoje não vou mais chorar, e pra começar eu só vou gostar de quem gosta de mim... nossa que triste, quem gosta de mim, quem gosta de nós, quem gosta, quem quer por ai gostar, sem ser gostar por gostar, mas gostar muito mais do que superficialidade, muito mais que a simplicidade de gostar.
Noites e noites, essas noites me incomodam não por estar solitária na frente do computador com inúmeras pessoas que de instante e instante perguntam no meu msn se quero “TC”, não! Não quero “TC”, quero conversar dialogar, demonstrar o quanto sou real e apaixonante, quero corpo, suor, quero digital, quero pele, pêlo, e tudo mais que a interação humana pode permitir a dois, quero uma noite diferente, quero enfim estar com você, pena que ainda não encontrei esse você, será que sou o você de alguém?, Será que sou o norte ou leste que conduz o caminho de algum Don Quixote que vem a muito enfrentando os muinhos de vento para me salvar, será que o Don Ruan me traz as flores prometidas, será que esse Zorro mascarado vem me buscar... Será? essa noite é mais do que a espera de alguém é o inicio do fim, ou o fim do inicio? Lins Roballo 05 de julho de 2009 – madrugada. beijus eu volto.

QUANTO ESTÁ VALENDO?

Você já se perguntou quanto vale a beleza de estar ao seu lado? Esses dias indo para a faculdade foi a mim proferida esse tipo de pergunta, e sabe no momento em que ouvi não sabia o que realmente deveria responder, quanto vale, estar na frente do espelho arrumando o cabelo, maquiando os olhos, pintando a boca e escolhendo uma boa roupa para sir de casa? Quanto vale, acordar sempre mais cedo porque na hora de sair você tem que estar bonita? Quanto vale o estudo investido durante anos da sua vida e pensar que você pode dizer... Sou universitária, será que isso tem algum valor no mercado de carnes vivas que perambulam pelas ruas a vender os próprios corpos?
Não sei realmente, se respondesse, o quanto acho que estou valendo, se o moço na minha frente pagaria, mas sabe esse tipo de pergunta me coloca para baixo e responder me firmaria naquela situação, quanto estou valendo, pelas palavras proferidas gentilmente e educadamente, essas adquiridas em anos de estudo, podia ter dito milhões... Mas não, apenas respondi que não estava estudando e me dedicando a entender a lógica das conjunturas da vida em grupo, de uma determinada sociedade para no fim responder, quanto valia minha presença ao lado dele. A vida e a cultura não se resumem em Quanto? Quando? Por quê? Vivemos a procurar espaços sociais que nos aceitem, somos parte desses espaços e dessas utopias de vida, não aceito que as pessoas sempre vejam que a compra ainda é o melhor jeito de chegar e adquirir algo, ter dinheiro é muito bom, mas ter dignidade é mais recompensador!
Adiante dessa discussão sobre o quanto estava valendo minhas voluptuosas carnes, expliquei que estava ali para também saciar meus desejos, assim como ele, mas ainda assim era mecânica a pergunta de quanto está valendo? Quem está valendo mais aqui, eu ou você? Nosso desejo? Seu desejo? Meu desejo? Quem deveria pagar quem, quem deveria perguntar a quem, quem deveria dispor do dinheiro, da farra de pagar, da farra de ser pago, do estado de estar comandando a situação, seja financeira, seja corporal, seja de desejo. Quem realmente queria ser pago ou queria pagar? quem realmente queria estar ali... A vida segue e continua o que passou está lá atrás, não paguei, não fui paga, realizei o desejo e saciei o meu... Um dia normal? Não um dia de ir a universidade adquirir conhecimento e desfrutar do espaço onde vou fazer da minha história algo melhor... Espero que não perguntem mais o quanto estou valendo porque com certeza vou responder... MILHÕES. Lins Roballo – 04 de julho de 2009. Eu volto...
Viver amanhã é muito tarde. Viva hoje

Dos caminhos que segui...

Dos caminhos que segui espero um dia me lembrar... de algumas tardes que perdi... esperando vc voltar.... vem me fazer feliz, acredita no meu amor... eu quero estar ai... dentro do teu olhar, sentir o teu cheiro e a tua pele me tocar.... beijus são pouco para saciar meu desespero... te quero mais que tudo... mais ke meu amor verdadeiro.... beijus

SEM TITULO

Um dia será que passa essa inércia e essa vontade de não fazer nada? Às vezes acredito que essa vontade vem da inútil vontade de fazer tudo e de ter tudo, e só chego a esse estágio quando me deparo com um paredão de problemas que me conduzem a descrença de tudo, a descrença em mim, a descrença em um Deus, a descrença no mundo, e só para quando me deito fecho os olhos e peço para que tudo acabe, para que acabe essa dor, para que acabe essa inércia, para que acabe essa vida.
Ser adulto, ter responsabilidade, ter palavra ter outras mil coisas me leva a crer que isso é só a ponta de um imenso conglomerado de impossibilidades e impossibilidades, minhas escolhas, meus atos e meus desejos muitas vezes são julgados, não pelo que sou, não pelas coisas que quero, mas por toda uma estrutura formada e por toda uma ideologia que não condiz com as minhas e isso acaba me conduzindo para lugares que realmente não quero estar queria muito mais que apenas um espaço ao sol, queria um punhadinho de terra, alguns grãos de feijões mágicos e a possibilidade de subir ao céu, e como em um conto de fadas daqueles bem infantis nunca mais precisar me preocupar com as coisas mundanas e humanas.
Quando em minha vida, isso vai passar? Sabe por inúmeras vezes me senti como um rio em uma represa expandindo aos poucos e indo de pouco a pouco aos lugares e é inacreditável que ainda assim cortada aos poucos e sem um espaço real e cabível me sinto incompleta, incompleta essas palavra expressa tudo, não um tudo para todos, mas um tudo que exemplifica bem minha vida, essa incomplitude me deixa triste, me deixa solitária... Sinto-me como um grande quebra-cabeça daqueles de 10 mil peças em que você leva uma vida pra montar e mesmo assim algumas peças insistem em não se encaixar, realmente nunca me encaixo nunca me completo e incompleto vou vivendo, como uma caixa vazia, porém pesada, como uma estátua grega, bonita, mas com algumas partes faltando.
Queria saber voar, e poder com isso sempre me renovar, sei que de certa forma sempre me renovo, porém ainda não encontrei uma situação que provoque em mim e nos outros uma satisfação, nossa me preocupando com o resto do mundo quando o resto se quer pergunta se eu sofro ou se eu quero ser feliz, sempre minha vida inteira, bom inteira não, mas boa parte dela, me preocupei em satisfazer o mundo a minha volta e o mundo além de mim e nunca consegui realizar tais desejos, porém por vezes tive que me refazer por eles e nunca ninguém se refez por mim... Nóia isso, mas é o real bom isso sim é pedra no sapato... Eu volto... Lins Roballo 12 de maio de 2009.

TALVEZ

Um dia, não muito tempo dos dias de hoje, andei pensando em você, e talvez na possibilidade de ter você de novo ao meu lado, sabe aquelas noites bobas onde a gente fica fragilizada com os sentimentos todos transbordando pelos poros, é eu estava assim, talvez por conta dos momentos sozinha que me levam a ficar naquele silencio sepulcro onde o pensamento insiste em ser a única coisa que não se cala, e acredite se quiser o pensamento fala muito alto, e você então se pega as três da manhã escrevendo algumas cartas de amor endereçadas ao nada e a ninguém, e isso meus amigos é talvez o mais dolorido de se estar só em busca da pesca dos sentimentos passados que jamais conseguimos pescar...
O desespero consome, as memórias enlouquecem o tempo não passa e talvez você não volte, e aos poucos eu vou ficando sem ar esperando você voltar... Essa letra de musica é terrivelmente verdadeira... E então a noite passa você volta a gesticular e como um bebê percebe que erra na hora de pronunciar o nome das pessoas e sempre aparece o dele na sua boca, e incansavelmente você acredita que você precisa de um homem para chamar de seu... E ser salva pelo dragão e como uma princesa ser acordada pelo príncipe, e sem medo do futuro subir em seu cavalo e rumar ao horizonte onde está o fim do mundo e ser feliz... Mistérios do coração, mistérios da mente humana, mistérios de um coração apaixonado e mal resolvido...
Estar só não me apavora o que me assustar é saber que você anda só por ai, e que não posso interferir no destino, e que essa solidão talvez apenas repouse em meu peito sofrido e imaturo, e que em meu lugar, estão outros e mais outros, e talvez no final de tudo eu esteja como um retrato envelhecido sendo apagado com o passar do tempo... eu volto... Lins Roballo, 26 de maio do 2009.

INFANCIA QUERIDA




Sempre achei interessante a fase das descobertas, confesso que a minha fase de descobertas passou de um jeito tão normal que parece que nem passei por ela, fui uma criança comum e como todas as crianças comuns tinha as minhas viagens, primeira só gostava de brincar com bonecas, segunda detestava futebol, terceira adorava salto alto, por isso a facilidade para interagir com meninas e principalmente com minha irmã. Brincávamos de muitas coisas, mas o principal era a brincadeira de vestir bonecas, isso para mim que passava horas costurando minúsculos retalhos, com o intuito de transformá-los em belíssimas pecas de roupas, por vezes atacava de sapateiro, mas com o tempo percebi que essa não era a minha vocação.
Vocação, que palavra bonita, mas confesso que hoje nem sei o que realmente é isso... Nas tardes sozinhas em casa brindávamos nossa solidão com saltos altos, maquiagens, e imaginem só, subíamos em uma pitangueira e imaginávamos que estávamos na nave da Xuxa, isso sim era vida, as vezes passávamos a tarde tentando salvar o mundo, éramos os power ranger, perdidas no mato do fundo de casa. Como era recompensador passar as tardes sozinhas imaginando mil coisas e inventando mundos diferentes, não que hoje não seja surreal também, só que hoje inventamos mundos diferentes, eu no meu, ela no dela, e perdemos aquelas crianças que inventivas sempre conseguiam realizar seus sonhos e principalmente salvar o mundo, hoje no mundo em que vivemos não temos super-poderes e sem somos amados e venerados como a Xuxa e para piorar nem nave pra fugir de tudo isso não temos, temos a nossa madura realidade que por vezes dói mais que levar tiro.
Não pensem que isso é uma reclamação, não é não, sou eternamente grata por ter vivido tudo isso na minha infância com essa mulher maravilha junto de mim, isso é um desabafo da inútil maturidade que vem com o tempo e só atrapalha de sermos felizes para sempre. Por isso vivemos uma vida inteira procurando a felicidade e não encontramos, porque a felicidade verdadeira vai embora com a juventude e passamos o resto da vida a nos enganar, fingindo e querendo ser felizes.
A essa mulher que marcou tanto a minha juventude e a minha infância devoto grande parte do meu amor, do meu afeto, do meu respeito e a cima de tudo a da minha fidelidade, ela sabe e sempre vai saber o quando por mim é amada, assim como por inúmeras vezes ela soube o porquê me retirei de cena, na nossa vida nesse palco iluminado onde apresentamos nossa peça de autoria própria, hoje ela é minha espectadora e por vezes até faz ponta em meu espetáculo, assim como eu também sou apenas espectadora e fã numero 1 dela, e sei que sempre que ela quiser que eu faça ponta na peça da vida dela, estarei lá de braços abertos e com entusiasmo para contracenar com ela.
Mana, dada, nega, bicha, guria, mulher, amiga te amo muito é claro que não poderia faltar aqui um pedacinho de você, porque você faz parte de um pedação da minha vida, e você é tudo quilo que sempre desejei ser e tenho orgulho de saber que você é. Beijos vamos juntos até o fim... Eu volto... Lins Roballo, 12 de maio de 2009.

À FRANCESA


Sempre que pude em minha vida tive um diário, para praticar a insaciável necessidade de fofocar com alguém minhas descobertas da vida cotidiana e amorosa, sabe é complicado fofocar tudo para o povo, por isso a utilidade do diário, as fofocas às vezes podem ser mal interpretadas e isso pode causar algumas desavenças, e em alguns casos até morte... Claro que no meu caso isso jamais aconteceria... Bom voltando ao diário, com o tempo a relação entre você e ele se desgasta por vezes você reluta para não escrever, não sei se é por pura preguiça ou realmente por medo de abri-lo e perceber que não tem nada a contar, a não ser coisas tão comuns que são atividade de grandes grupos... Às vezes penso que o que desgastou minha relação com ele foi à falta de diálogo, é verdade, chegou a uma altura de nossa relação que eu falava, falava e falava e ele pouco respondia, não havia mais aquela excitação em estar juntos, e o pior é que nos encontrava-mos apenas na noite, imagina se essa relação fosse diária, não duraria uma semana.
Mas retornando ao diário... Hoje o divertido é o blog, um diário virtual onde você expressa todo o seu teor de amor, ódio, amizade e insatisfação com a vida em um ambiente aberto, onde o que não há é a interação humana, apenas virtual, o que permite que o escritor ou o relator possa abrir o jogo para um monte de gente que ele não conhece, as pessoas se interligam nessas imensas redes por afinidades, a gostosa, a tchu-tchuca, a periguete, a caçadora e mais uma infinita lista de perfis, sem falar que isso também vale para os meninos, o mundo blogueiro é por vezes surreal, de lá alguns grandes escritores como a tal Surfistinha teve a produção de um mega best-seller, lido por nove entre dez desocupados, acreditem a estatísticas ainda nos levam a chegar à conclusão de que dez entre dez meninas caçadeiras dedicaram seus dias para ler esse livro.
É triste, mas o blog dá essa abertura fabulosa de você escrever (como faço agora), e ainda você tem a chance de ser descoberto como um grande escritor para o mundo literário, e quem sabe daqui mais um tempo até concorrer a uma cadeira na academia brasileira de letras, o que seria a prova real de que o brasileiro não lê nada, mas quem produz algo, mesmo que seja insanidades pode concorrer há uma vaga. Ah, mas voltando ao diário (virtual), o blog vai me permitir fazer novas descobertas a partir da observação das inúmeras redes, onde daqui um tempo pretendo estar ligada, claro ainda não sei bem qual vai ser o meu perfil e nem em que redes poderei adentrar, mas vale a iniciativa, já tive um blog, em um passado bem distante, perdi a senha e a possibilidade de reler e até de copiar minhas observação e descobertas, acho que elas ficaram perdidas por ai em algum lugar do sistema...
Pretendo com esse blog conhecer-me e descobrir a fascinante cadeia de pessoas que intelectualmente, realmente fazem do blog uma mega produção, onde textos mirabolantes saem da mente prodigiosa de inúmeras pessoas pelo mundo a fora, não pretendo com essa colocação sair “à francesa” apenas quero dizer que aqui está uma verdadeira caçadora de boas idéias e de bons contos, o cotidiano por vezes pode parecer sem graça, mas dane-se, descobri que são das pequenas coisas do cotidiano que as verdadeiras histórias saem e essas sim realmente são as mais divertidas... Eu tive uma vez um diário, não sei onde e em que caminho se perdeu nosso amor, derrepente o reencontro aqui novamente... Beijus eu volto – Lins Roballo – 10 de maio de 2009.