Quem nunca viu aquele fabuloso filme dos anos 90 que tinha um menino e um velho cientista que juntos viajavam pelo tempo em um carro chamado Delori? O texto de hoje vem com esse propósito, traçar uma linha no tempo, quem não queria poder ir a qualquer lugar a
qualquer hora e poder ver coisas e presenciar situações que estão presas lá atrás?
Ter em suas mãos o poder de escolher, ver o que se deve fazer muito antes de ser feito, poder concertar os erros, melhorar o futuro, deslizando pelo passado como um observador das atitudes, das suas atitudes?
Se tivesse em meu poder essa Delori, esse trem espacial que vaga por entre buracos negros do espaço e do tempo e que tem o poder de transformar as situações, talvez revisse algumas escolhas, tiraria de minha boca algumas palavras que foram ditas a algumas pessoas, escolheria outros caminhos, que mais fáceis me provocariam menos dor, enfim reconcertaria algumas pequenas falhas, reveria e reformularia algumas cenas e apagaria todas aquelas, que dolorosas me instigavam algum tipo de sensação, e como em um filme épico construiria a perfeição...
Mas que graça teria poder redesenhar tudo de novo se o bonito do desenho está justamente nos erros, que importância teria reescrever o livro se o rascunho ainda é o mais interessante? Alguns poderes às vezes assustam, pois aquele menino, que por muitas vezes viu-se pequeno, viu-se adulto e presenciou seu fim, pode dizer que se a história não fosse como foi não teria a mesma graça e nem o mesmo brilho.
Ter milhões, carrões e todos aos seus pés nem sempre são o mais justo, o mais doce, o mais divertido. Às vezes a malemolência da vida corrida, da vida sofrida e da vida confusa e conturbada nos trás muito mais ensinamentos do que a fraca aventura de se ter tudo. Pense nisso... beijos eu volto... Lins Roballo
Musica para compor a leitura...
Nenhum comentário:
Postar um comentário