terça-feira, 4 de agosto de 2009

COMO EXPLICAR...


Como explicar aquela sensação de retorno, reverenciar fatos passados, um verdadeiro “Déjà vu”, essa semana estou tendo um verdadeiro reinicio do fim das coisas que já passaram... uffa!!! Esse retorno me deixou um pouquinho temerosa sobre o que realmente plantei, sobre o que realmente estou a colher.
Eu passei dois longos anos pensando e pensando como seria esse reencontro com o passado, e para falar a verdade foi bem mais que eu esperava, foi bem mais que eu queria, foi muito mais que eu pensei... O papo foi reconciliador e preencheu novamente aquele espaço vazio que havia ficado.
Voltar a rever o passado quando ele bate a sua porta é às vezes temerosamente estranho, você tenta empurrar essas coisas para bem adiante, o papo do rompimento, os erros passados, o medo de ter errado ao terminar e sentir aquela vontadinha de voltar, o medo... O medo... Ter esse medinho é muito bom, você pensa que não vai haver esse medo, mas existe sim, pois ele faz parte do processo de reconciliação.
Bom passada a noite, depois de longas 7 ou 8 horas de papo, de colocar a vida em dia, de colocar as noticias em dia, falar das coisas que nesse longo espaço de tempo foi feito de ambas as partes, e tudo resolvido, amigos? “Amigos”... Passa então o frio da barriga, o medo e o travamento em falar certos assuntos. Agora fazer um cafezinho, tomar nosso coffe-break e então aproveitar essa reunião de um nós bem melhorado com o passado concertado, com o presente melhorado e quem sabe um futuro divertido... Beijus eu volto



MÚSICA PARA ACOMPANHAR...
(escute para entender)



FRIO, CAFÉ, CIGARRO E MPB...

É no gélido e solitário inverno que algumas coisas ganham mais a atenção dos corações solitários da madrugada. Quebrar o gelo da solidão com pequenos goles de café, acompanhados de um auto suicídio lento e indolor a cada tragada do cigarro. A música fica de pano de fundo mantendo a profunda melancolia, e a cada frase concretizada, confirmando minha deixa de abandono.
O banho antes de iniciar cada papo longo e duradouro com as teclas empoeiradas do PC, com a telinha fosca e brilhante e talvez pescar na imensidão das salas de bate-papo a salvação. Há muito tempo me questiono se essa falta de mim mesma é a apenas o reflexo desse abandono?? Não pensem vocês que estou só, até tenho muita gente ao meu lado, muitos papos no dia a dia, muita correria e produção, mas ainda assim é constante esse sentimento de solidão. Sólida solidão!
O frio entra por cada porinho do meu corpo o que indica sangue correndo, vida e essas coisas, mas se não fosse o cafezinho para por ordem na mente, aquecer o corpo e me alegrar, e só ele consegue agitar dentro de mim uma ansiedade que a muito vem morrendo. Bem o cigarro acaba e vida continua... Que triste forma de acabar com tudo, uma forma longa e duradoura, talvez pelo medo de acabar de uma vez, ou pela esperança que algum dia mude.
As músicas vão passando e de som a som o sono vem e com isso o “stop” de mais uma noite... É está passando mais um dia, e não foi hoje, o dia que decidi mudar, nem foi o dia de tudo acabar... Vai seguindo... Talvez mais um cafezinho acompanhado do último cigarro da noite retome o amor pela vida... Beijus eu volto


Uma música para a compor o texto...






VI, GOSTEI E RECOMENDO!



CAFÉ DA MANHÃ PLUTÃO




"O Café da Manhã em Plutão: Um elo com a Nova História Cultural. Na Irlanda, durante o final da década de 50, uma mulher abandona seu filho na porta de uma igreja. O padre Bernard encontra o bebê e entrega aos cuidados de Ma Bradem, uma senhora de personalidade rigorosa, que mais tarde ao especular sobre homossexualidade do garoto revela bruscamente não ser mãe dele. A partir daí, Patrick começa a busca pela sua mãe verdadeira, ao mesmo tempo em que sua identidade sexual desabrocha. Patrick “Kitten” Branden cresce numa cidade no interior da Irlanda num período marcado por conflitos com sua escola católica e atentados do ira. A vida de Patrick caminha junto ao contexto da Nova História Cultural, enfatizando as rupturas sociais, as práticas religiosas e a multipluralidade étnica e cultural, além de conectar as políticas em um nível micro, a qual Michel Foucault chama de “microfísica”.
O filme aborda protestos político-sociais numa época em que o republicanismo irlandês lançava bombas e praticava atos terroristas. O conflito girava em torno dos católicos e protestantes, no qual os primeiros queriam a unificação com a República da Irlanda e os últimos desejam continuar na Grã-Bretanha. Patrick “Kitten” presencia alguns bombardeios, inclusive no decorrer do filme Kitten é o principal acusado em bombardear uma danceteria e matar um soldado.
Podemos ressaltar a orientação sexual de Kitten como um dos pontos de destaque no filme e relacionar com a Nova História Cultural. As roupas, a maquiagem e os gestos corporais deixam o espectador embaraçado em atribuir Patrick ao gênero masculino, pois sua fisionomia aponta para o viés tido como “modelo” feminino. A História Cultural retrata a importância do vestuário como demarcação da história dos espaços, bem como frisa a importância da definição de uma sociedade e cultura. Patrick é ‘considerada’ travesti não só pelo mesmo ter o reconhecimento de sua orientação sexual, mas por usar uma vestimenta e acessórios que reforcem sua identidade sexual para a sociedade. Os gestos do corpo estão ligados também ao debate da Nova História Cultural, sendo considerados cruciais para o estudo de uma cultura. Atualmente, por exemplo, já existem discussões sobre a cultura dos travestis, ou seja, isso mostra o quanto cresce a multiplicidade cultural em nosso mundo, revelando inúmeras facetas da sociedade.
O desfecho do filme desenrola em Londres, local onde Patrick vive momentos de diversão e drama, além descobrir o paradeiro de sua mãe. Patrick inventa uma história forjada de uma companhia telefônica como pretexto para conhecer sua mãe, entretanto, não revela ser filho dela. A fotografia e os recortes (religioso, social e sexual) das cenas demonstram de forma enfadonha e ao mesmo tempo afável, a realidade de Patrick “Kitten” Branden diante de tantos obstáculos de nossa contemporaneidade. "


Críticas

nota Resumo 10

Joey (Crítica do Leitor): "Gostei pela trilha sonora, pela fotografia impecável. Um dos melhores do Festival do Rio deste ano! Um filme com poesia." nota: 8

Márcia Drumond (Crítica do Leitor): ""Pussy" defende-se da dor de forma peculiar: transforma-a em ironia, rindo e debochando da própria desgraça. Protege a alma delicada, mesmo que num corpo masculino, de sofrimentos maiores do que a vida já impõe." nota: 8

Mateus Beleza Rocha (Crítica do Leitor): "O único problema deste filme é o excesso de músicas (que são boas) em sua trilha sonora."nota: 10

Jonas (Crítica do Leitor): "A interpretação de Cillian Murphy é digna dos grandes astros do cinema." nota: 8

Viviane França (Crítica do Leitor): "Um belo e sensível filme." nota: 10

Iris (Crítica do Leitor): "Uma história duríssima contada com tanta dignidade e pureza." nota: 10

Priscila (Crítica do Leitor): "Falar de sexualidade, terrorismo e política sem descer do salto não é pra qualquer um." nota: 10

Tony (Crítica do Leitor): "A pureza de Pussy é algo que encanta." nota: 10

Alicia June (Crítica do Leitor): "Muito acima de minha expectativa. Belas interpretações do Cillian Murphy e Liam Neeson e músicas belíssimas. Cinema europeu me agrada muito." nota: 10

Robson (Crítica do Leitor): "Um filme delicado que te faz sorrir e chorar. Uma lição de vida!" nota: 9

Delvecclio Trivelato (Crítica do Leitor): "Muito bom. A trilha sonora é perfeita e bem humorada. Vale a pena assistir, pois é bem divertido." nota: 9

Ana Gabi (Crítica do Leitor): "Trilha sonora magnífica, uma bela história. Uma comédia bem poetizada, se assim posso dizer. Recomendo a todos os amantes de cinema!"


Treiler do filme.





AH TODOS UM BOM CAFÉ DA MANHÃ.... EU VOLTO.

Informações sobre filmes vá em





Maravilhoso... essa música tem tudo haver com a vida amorosa das pessoas decididas... olha só baixem, ousam e vejam bem atradução... é tudoooooo...

mas olha comentem... é importante para mim que os comentes fiquem registrados... espero que gostem... prometo estar mais presente no blog e poder postar coisas interessantes para vocês... kises e kises... até mais... eu volto...

NOITES E NOITES


Agora acordada em plena madrugada, pensando, tomando um cafezinho, esperando a chuva que se arma cair, esperando talvez você chegar, bater em minha janela e sair correndo brincando com meus sentimentos, brincando com minhas lágrimas, olha só não tem como não escrever romantismos bobos ao som de KLB, dizendo para mim coisas bonitas, essa noite foi agitada, essa noite foi calma... o agito do lado de fora em nenhum instante me fez querer outra coisa se não os braços apaixonados de alguém que prometa carinho e aconchego, de alguém que me acolha e sem perguntas e nem planos apenas me ame muitos anos, é isso que quero, um mar de rosas, um oceano de ilusões, uma mistura de amor e paixão, um emaranhado de sentimentos que me deixe inebriada e me faça esquecer das tristezas.
Quero mais que aventura sexo esporádico, quero mais que beijo roubado, quero mais que carinho passageiro, essas noite assustadoras, sombrias, caladas e solitárias muitas vezes me assustam e amedrontam. Agora embalada por Caetano dizendo que hoje não vou mais chorar, e pra começar eu só vou gostar de quem gosta de mim... nossa que triste, quem gosta de mim, quem gosta de nós, quem gosta, quem quer por ai gostar, sem ser gostar por gostar, mas gostar muito mais do que superficialidade, muito mais que a simplicidade de gostar.
Noites e noites, essas noites me incomodam não por estar solitária na frente do computador com inúmeras pessoas que de instante e instante perguntam no meu msn se quero “TC”, não! Não quero “TC”, quero conversar dialogar, demonstrar o quanto sou real e apaixonante, quero corpo, suor, quero digital, quero pele, pêlo, e tudo mais que a interação humana pode permitir a dois, quero uma noite diferente, quero enfim estar com você, pena que ainda não encontrei esse você, será que sou o você de alguém?, Será que sou o norte ou leste que conduz o caminho de algum Don Quixote que vem a muito enfrentando os muinhos de vento para me salvar, será que o Don Ruan me traz as flores prometidas, será que esse Zorro mascarado vem me buscar... Será? essa noite é mais do que a espera de alguém é o inicio do fim, ou o fim do inicio? Lins Roballo 05 de julho de 2009 – madrugada. beijus eu volto.

QUANTO ESTÁ VALENDO?

Você já se perguntou quanto vale a beleza de estar ao seu lado? Esses dias indo para a faculdade foi a mim proferida esse tipo de pergunta, e sabe no momento em que ouvi não sabia o que realmente deveria responder, quanto vale, estar na frente do espelho arrumando o cabelo, maquiando os olhos, pintando a boca e escolhendo uma boa roupa para sir de casa? Quanto vale, acordar sempre mais cedo porque na hora de sair você tem que estar bonita? Quanto vale o estudo investido durante anos da sua vida e pensar que você pode dizer... Sou universitária, será que isso tem algum valor no mercado de carnes vivas que perambulam pelas ruas a vender os próprios corpos?
Não sei realmente, se respondesse, o quanto acho que estou valendo, se o moço na minha frente pagaria, mas sabe esse tipo de pergunta me coloca para baixo e responder me firmaria naquela situação, quanto estou valendo, pelas palavras proferidas gentilmente e educadamente, essas adquiridas em anos de estudo, podia ter dito milhões... Mas não, apenas respondi que não estava estudando e me dedicando a entender a lógica das conjunturas da vida em grupo, de uma determinada sociedade para no fim responder, quanto valia minha presença ao lado dele. A vida e a cultura não se resumem em Quanto? Quando? Por quê? Vivemos a procurar espaços sociais que nos aceitem, somos parte desses espaços e dessas utopias de vida, não aceito que as pessoas sempre vejam que a compra ainda é o melhor jeito de chegar e adquirir algo, ter dinheiro é muito bom, mas ter dignidade é mais recompensador!
Adiante dessa discussão sobre o quanto estava valendo minhas voluptuosas carnes, expliquei que estava ali para também saciar meus desejos, assim como ele, mas ainda assim era mecânica a pergunta de quanto está valendo? Quem está valendo mais aqui, eu ou você? Nosso desejo? Seu desejo? Meu desejo? Quem deveria pagar quem, quem deveria perguntar a quem, quem deveria dispor do dinheiro, da farra de pagar, da farra de ser pago, do estado de estar comandando a situação, seja financeira, seja corporal, seja de desejo. Quem realmente queria ser pago ou queria pagar? quem realmente queria estar ali... A vida segue e continua o que passou está lá atrás, não paguei, não fui paga, realizei o desejo e saciei o meu... Um dia normal? Não um dia de ir a universidade adquirir conhecimento e desfrutar do espaço onde vou fazer da minha história algo melhor... Espero que não perguntem mais o quanto estou valendo porque com certeza vou responder... MILHÕES. Lins Roballo – 04 de julho de 2009. Eu volto...
Viver amanhã é muito tarde. Viva hoje

Dos caminhos que segui...

Dos caminhos que segui espero um dia me lembrar... de algumas tardes que perdi... esperando vc voltar.... vem me fazer feliz, acredita no meu amor... eu quero estar ai... dentro do teu olhar, sentir o teu cheiro e a tua pele me tocar.... beijus são pouco para saciar meu desespero... te quero mais que tudo... mais ke meu amor verdadeiro.... beijus

SEM TITULO

Um dia será que passa essa inércia e essa vontade de não fazer nada? Às vezes acredito que essa vontade vem da inútil vontade de fazer tudo e de ter tudo, e só chego a esse estágio quando me deparo com um paredão de problemas que me conduzem a descrença de tudo, a descrença em mim, a descrença em um Deus, a descrença no mundo, e só para quando me deito fecho os olhos e peço para que tudo acabe, para que acabe essa dor, para que acabe essa inércia, para que acabe essa vida.
Ser adulto, ter responsabilidade, ter palavra ter outras mil coisas me leva a crer que isso é só a ponta de um imenso conglomerado de impossibilidades e impossibilidades, minhas escolhas, meus atos e meus desejos muitas vezes são julgados, não pelo que sou, não pelas coisas que quero, mas por toda uma estrutura formada e por toda uma ideologia que não condiz com as minhas e isso acaba me conduzindo para lugares que realmente não quero estar queria muito mais que apenas um espaço ao sol, queria um punhadinho de terra, alguns grãos de feijões mágicos e a possibilidade de subir ao céu, e como em um conto de fadas daqueles bem infantis nunca mais precisar me preocupar com as coisas mundanas e humanas.
Quando em minha vida, isso vai passar? Sabe por inúmeras vezes me senti como um rio em uma represa expandindo aos poucos e indo de pouco a pouco aos lugares e é inacreditável que ainda assim cortada aos poucos e sem um espaço real e cabível me sinto incompleta, incompleta essas palavra expressa tudo, não um tudo para todos, mas um tudo que exemplifica bem minha vida, essa incomplitude me deixa triste, me deixa solitária... Sinto-me como um grande quebra-cabeça daqueles de 10 mil peças em que você leva uma vida pra montar e mesmo assim algumas peças insistem em não se encaixar, realmente nunca me encaixo nunca me completo e incompleto vou vivendo, como uma caixa vazia, porém pesada, como uma estátua grega, bonita, mas com algumas partes faltando.
Queria saber voar, e poder com isso sempre me renovar, sei que de certa forma sempre me renovo, porém ainda não encontrei uma situação que provoque em mim e nos outros uma satisfação, nossa me preocupando com o resto do mundo quando o resto se quer pergunta se eu sofro ou se eu quero ser feliz, sempre minha vida inteira, bom inteira não, mas boa parte dela, me preocupei em satisfazer o mundo a minha volta e o mundo além de mim e nunca consegui realizar tais desejos, porém por vezes tive que me refazer por eles e nunca ninguém se refez por mim... Nóia isso, mas é o real bom isso sim é pedra no sapato... Eu volto... Lins Roballo 12 de maio de 2009.

TALVEZ

Um dia, não muito tempo dos dias de hoje, andei pensando em você, e talvez na possibilidade de ter você de novo ao meu lado, sabe aquelas noites bobas onde a gente fica fragilizada com os sentimentos todos transbordando pelos poros, é eu estava assim, talvez por conta dos momentos sozinha que me levam a ficar naquele silencio sepulcro onde o pensamento insiste em ser a única coisa que não se cala, e acredite se quiser o pensamento fala muito alto, e você então se pega as três da manhã escrevendo algumas cartas de amor endereçadas ao nada e a ninguém, e isso meus amigos é talvez o mais dolorido de se estar só em busca da pesca dos sentimentos passados que jamais conseguimos pescar...
O desespero consome, as memórias enlouquecem o tempo não passa e talvez você não volte, e aos poucos eu vou ficando sem ar esperando você voltar... Essa letra de musica é terrivelmente verdadeira... E então a noite passa você volta a gesticular e como um bebê percebe que erra na hora de pronunciar o nome das pessoas e sempre aparece o dele na sua boca, e incansavelmente você acredita que você precisa de um homem para chamar de seu... E ser salva pelo dragão e como uma princesa ser acordada pelo príncipe, e sem medo do futuro subir em seu cavalo e rumar ao horizonte onde está o fim do mundo e ser feliz... Mistérios do coração, mistérios da mente humana, mistérios de um coração apaixonado e mal resolvido...
Estar só não me apavora o que me assustar é saber que você anda só por ai, e que não posso interferir no destino, e que essa solidão talvez apenas repouse em meu peito sofrido e imaturo, e que em meu lugar, estão outros e mais outros, e talvez no final de tudo eu esteja como um retrato envelhecido sendo apagado com o passar do tempo... eu volto... Lins Roballo, 26 de maio do 2009.

INFANCIA QUERIDA




Sempre achei interessante a fase das descobertas, confesso que a minha fase de descobertas passou de um jeito tão normal que parece que nem passei por ela, fui uma criança comum e como todas as crianças comuns tinha as minhas viagens, primeira só gostava de brincar com bonecas, segunda detestava futebol, terceira adorava salto alto, por isso a facilidade para interagir com meninas e principalmente com minha irmã. Brincávamos de muitas coisas, mas o principal era a brincadeira de vestir bonecas, isso para mim que passava horas costurando minúsculos retalhos, com o intuito de transformá-los em belíssimas pecas de roupas, por vezes atacava de sapateiro, mas com o tempo percebi que essa não era a minha vocação.
Vocação, que palavra bonita, mas confesso que hoje nem sei o que realmente é isso... Nas tardes sozinhas em casa brindávamos nossa solidão com saltos altos, maquiagens, e imaginem só, subíamos em uma pitangueira e imaginávamos que estávamos na nave da Xuxa, isso sim era vida, as vezes passávamos a tarde tentando salvar o mundo, éramos os power ranger, perdidas no mato do fundo de casa. Como era recompensador passar as tardes sozinhas imaginando mil coisas e inventando mundos diferentes, não que hoje não seja surreal também, só que hoje inventamos mundos diferentes, eu no meu, ela no dela, e perdemos aquelas crianças que inventivas sempre conseguiam realizar seus sonhos e principalmente salvar o mundo, hoje no mundo em que vivemos não temos super-poderes e sem somos amados e venerados como a Xuxa e para piorar nem nave pra fugir de tudo isso não temos, temos a nossa madura realidade que por vezes dói mais que levar tiro.
Não pensem que isso é uma reclamação, não é não, sou eternamente grata por ter vivido tudo isso na minha infância com essa mulher maravilha junto de mim, isso é um desabafo da inútil maturidade que vem com o tempo e só atrapalha de sermos felizes para sempre. Por isso vivemos uma vida inteira procurando a felicidade e não encontramos, porque a felicidade verdadeira vai embora com a juventude e passamos o resto da vida a nos enganar, fingindo e querendo ser felizes.
A essa mulher que marcou tanto a minha juventude e a minha infância devoto grande parte do meu amor, do meu afeto, do meu respeito e a cima de tudo a da minha fidelidade, ela sabe e sempre vai saber o quando por mim é amada, assim como por inúmeras vezes ela soube o porquê me retirei de cena, na nossa vida nesse palco iluminado onde apresentamos nossa peça de autoria própria, hoje ela é minha espectadora e por vezes até faz ponta em meu espetáculo, assim como eu também sou apenas espectadora e fã numero 1 dela, e sei que sempre que ela quiser que eu faça ponta na peça da vida dela, estarei lá de braços abertos e com entusiasmo para contracenar com ela.
Mana, dada, nega, bicha, guria, mulher, amiga te amo muito é claro que não poderia faltar aqui um pedacinho de você, porque você faz parte de um pedação da minha vida, e você é tudo quilo que sempre desejei ser e tenho orgulho de saber que você é. Beijos vamos juntos até o fim... Eu volto... Lins Roballo, 12 de maio de 2009.

À FRANCESA


Sempre que pude em minha vida tive um diário, para praticar a insaciável necessidade de fofocar com alguém minhas descobertas da vida cotidiana e amorosa, sabe é complicado fofocar tudo para o povo, por isso a utilidade do diário, as fofocas às vezes podem ser mal interpretadas e isso pode causar algumas desavenças, e em alguns casos até morte... Claro que no meu caso isso jamais aconteceria... Bom voltando ao diário, com o tempo a relação entre você e ele se desgasta por vezes você reluta para não escrever, não sei se é por pura preguiça ou realmente por medo de abri-lo e perceber que não tem nada a contar, a não ser coisas tão comuns que são atividade de grandes grupos... Às vezes penso que o que desgastou minha relação com ele foi à falta de diálogo, é verdade, chegou a uma altura de nossa relação que eu falava, falava e falava e ele pouco respondia, não havia mais aquela excitação em estar juntos, e o pior é que nos encontrava-mos apenas na noite, imagina se essa relação fosse diária, não duraria uma semana.
Mas retornando ao diário... Hoje o divertido é o blog, um diário virtual onde você expressa todo o seu teor de amor, ódio, amizade e insatisfação com a vida em um ambiente aberto, onde o que não há é a interação humana, apenas virtual, o que permite que o escritor ou o relator possa abrir o jogo para um monte de gente que ele não conhece, as pessoas se interligam nessas imensas redes por afinidades, a gostosa, a tchu-tchuca, a periguete, a caçadora e mais uma infinita lista de perfis, sem falar que isso também vale para os meninos, o mundo blogueiro é por vezes surreal, de lá alguns grandes escritores como a tal Surfistinha teve a produção de um mega best-seller, lido por nove entre dez desocupados, acreditem a estatísticas ainda nos levam a chegar à conclusão de que dez entre dez meninas caçadeiras dedicaram seus dias para ler esse livro.
É triste, mas o blog dá essa abertura fabulosa de você escrever (como faço agora), e ainda você tem a chance de ser descoberto como um grande escritor para o mundo literário, e quem sabe daqui mais um tempo até concorrer a uma cadeira na academia brasileira de letras, o que seria a prova real de que o brasileiro não lê nada, mas quem produz algo, mesmo que seja insanidades pode concorrer há uma vaga. Ah, mas voltando ao diário (virtual), o blog vai me permitir fazer novas descobertas a partir da observação das inúmeras redes, onde daqui um tempo pretendo estar ligada, claro ainda não sei bem qual vai ser o meu perfil e nem em que redes poderei adentrar, mas vale a iniciativa, já tive um blog, em um passado bem distante, perdi a senha e a possibilidade de reler e até de copiar minhas observação e descobertas, acho que elas ficaram perdidas por ai em algum lugar do sistema...
Pretendo com esse blog conhecer-me e descobrir a fascinante cadeia de pessoas que intelectualmente, realmente fazem do blog uma mega produção, onde textos mirabolantes saem da mente prodigiosa de inúmeras pessoas pelo mundo a fora, não pretendo com essa colocação sair “à francesa” apenas quero dizer que aqui está uma verdadeira caçadora de boas idéias e de bons contos, o cotidiano por vezes pode parecer sem graça, mas dane-se, descobri que são das pequenas coisas do cotidiano que as verdadeiras histórias saem e essas sim realmente são as mais divertidas... Eu tive uma vez um diário, não sei onde e em que caminho se perdeu nosso amor, derrepente o reencontro aqui novamente... Beijus eu volto – Lins Roballo – 10 de maio de 2009.