terça-feira, 24 de novembro de 2009

COMÉDIAS DA VIDA COMO ELA É, PRIVADA!

Já saiu a toa, sem ter rumo certo, pensando em chegar a lugar algum? Me encontro perdida dias desses bem assim... Vagando por ai na noite escura e silenciosa das ruas periféricas domeu bairro... Você já fez sexo com alguém que nunca viu, e só pelo prazer do ato em si o fez, apenas para saciar o desejo incontrolável do corpo e do sangue que inconstante pulsa por entre cada nervinho do corpo? Dias desses... Aquele em que me encontrava perdida nas ruas... Fiz sexo com alguém que nunca vi e que sei que jamais verei novamente.

Estranho? Não! É uma comédia da vida privada, que em muitos instantes encontramo-nos entre as histórias risonhas de Veríssimo ou a vida como ela é! De Nelson Rodrigues onde cada instante é pautado de muita pornografia, sexo com estranhos, casamentos falidos... Amizades desmedidas, beijos... Tórridos beijus de paixão e desejo...

Porque viver na constância das coisas comuns? quando é possível ser uma metamorfose ambulante... E sem preocupação com o dia claro ou com a noite fria, porque quem óculos escuros vai além do possível...

É esse dia foi divertido, Veríssimo que o diga, mas convenhamos nada como viver as aventuras secretas de uma boa moça na lotação urbana, buscando sexo inusitado com estranhos que jamais veremos novamente... Obrigada Nelson por criar as possibilidades de fugir da realidade e sermos um pouquinho vadias secretas... Beijus eu volto! Lins Roballo 21 de novembro de 2009.

Para quem não conhece... a baixo a dama da lotação de Nelsom Rodrigues


A MAJESTOSA PROTETORA

Olha como é estranho diante de mais um ano de vida... Fazer esse retrocesso e rever em fotos e fatos o que hoje considero um livro aberto feito ao livre, como belos pássaros, como formosos beija flores e como delicadas borboletas... Viver é uma arte que com o tempo nos ensina que sofrer não é dão dolorido quanto pensamos diante de todas as vitórias, diante de todos os obstáculos vencidos e de toda a estrada percorrida...

Quando pensamos que todos têm seus ídolos do cotidiano, não imaginamos para quantas pessoas somos "o ídolo"... Como digo sempre a você, quando brigamos, quando discutimos, quando armamos, quando juntas temos que resolver os pequenos e imensos problemas da nossa vida em comum ou quando nos juntamos para rir a toa... É muito mais que minha mãe... Minha protetora... Minha progenitora... É uma amiga especial... Uma confidente prudente, uma guerreira astuta, uma articuladora geniosa, uma chefe exigente e uma poderosa estrutura inderrubável e como dizia o Igor, irmãozinho que por muitas vezes parece um irmãozão pelas palavras ditas assim.

"desenhei minha mãe como uma grande árvore porque ela com sua polpa enorme, não só é inderrubável como nos protege da chuva, do sol e do vento e com sua polpuda e esplendorosa magnitude ainda consegue com jeitinho proporcionar ninho a muitos passarinhos desabrigados que sem rumo voam... mas aqui em seu leito encontram força, proteção e alimento"

Isso ele falou quando ainda tinha 5 anos de idade imagina o que não deve pensar dessa muralha hoje com quase doze... Por isso, não agradeço a Deus por ser minha mãe... Digo a ele que maravilhoso foi ele que fez uma pessoa que pode ser mãe dos seus e ainda ser mãe generosa de muitos outros... E como diz naquela musiqueta do padre Marcelo Rossi "o senhor tem muitos filhos, muitos filhos ele tem..." você materializa todo o dia isso, quando em sua porta você acolhe, ouve e orienta, e sem saber o quanto está sendo um porto seguro em meio às tempestades, que muitas vezes nem fazem parte de seu mundo... Beijus iluminada... Beijus iluminadora... Você é mais que tudo... Você é meu mundo. Te amo. Lins Roballo 05 de novembro de 2009.

A todas as mãe mas principalmente a minha...

ENQUANTO CHOVE LÁ FORA

Enquanto chove lá fora aqui dentro muitas coisas acontecem, sabe trancafiada por conta da chuva, o tempo insiste em passar vagarosamente possibilitando pensamentos e conversas comigo mesma, é bom o tempo assim ele trás aquela sensação de volta a juventude, pipoca, cafezinho e talvez bolinhos de chuva... Meu gato insiste em querer conversar, quer carinho, está também solitário.
Esse tempo de reflexão é bom para acalmar os pensamentos maldosos, sexuais e algumas mais, a conversa com amigos possibilita uma ligação com o eu, faz bem para que a noite seja mais preciosa, é bom o passar das horas vagarosas, porque de pingo em pingo, os papos noite a fora fluem e talvez possam levar as novas descobertas.

A música acompanha as gargalhadas, o divertimento e a descontração, juntos mais uma noite nem parece que pouco nos vimos, é estranho às vezes esse tipo de reunião para colocar os papos em dia porque como amigos às vezes parecemos tão estranhos e distantes e isso nos liga novamente.

Enquanto passo a passo a noite volta para sua morada e se inicia então mais um dia, é recompensador depois de tanto papo jogado fora rever as fotos, rever os amigos e rever nossa opinião sobre certas coisas, aqui no sul, em pleno inverno curtindo mais uma noite, e que noite divertida... Beijus eu volto... Lins Roballo


Musica Para Compor a Leitura

(comentem o texto beijus)



DE VOLTA AO FUTURO (DELORI)

Quem nunca viu aquele fabuloso filme dos anos 90 que tinha um menino e um velho cientista que juntos viajavam pelo tempo em um carro chamado Delori? O texto de hoje vem com esse propósito, traçar uma linha no tempo, quem não queria poder ir a qualquer lugar a qualquer hora e poder ver coisas e presenciar situações que estão presas lá atrás?

Ter em suas mãos o poder de escolher, ver o que se deve fazer muito antes de ser feito, poder concertar os erros, melhorar o futuro, deslizando pelo passado como um observador das atitudes, das suas atitudes?

Se tivesse em meu poder essa Delori, esse trem espacial que vaga por entre buracos negros do espaço e do tempo e que tem o poder de transformar as situações, talvez revisse algumas escolhas, tiraria de minha boca algumas palavras que foram ditas a algumas pessoas, escolheria outros caminhos, que mais fáceis me provocariam menos dor, enfim reconcertaria algumas pequenas falhas, reveria e reformularia algumas cenas e apagaria todas aquelas, que dolorosas me instigavam algum tipo de sensação, e como em um filme épico construiria a perfeição...

Mas que graça teria poder redesenhar tudo de novo se o bonito do desenho está justamente nos erros, que importância teria reescrever o livro se o rascunho ainda é o mais interessante? Alguns poderes às vezes assustam, pois aquele menino, que por muitas vezes viu-se pequeno, viu-se adulto e presenciou seu fim, pode dizer que se a história não fosse como foi não teria a mesma graça e nem o mesmo brilho.

Ter milhões, carrões e todos aos seus pés nem sempre são o mais justo, o mais doce, o mais divertido. Às vezes a malemolência da vida corrida, da vida sofrida e da vida confusa e conturbada nos trás muito mais ensinamentos do que a fraca aventura de se ter tudo. Pense nisso... beijos eu volto... Lins Roballo

Musica para compor a leitura...


O AVESSO DO AVESSO


É complicado nesse contexto social em que se apresentam certas situações que nos dão aquela sensação de que alguma coisa está errada, como se uma roupa estivesse sido colocada ao avesso, são muitos erros e inúmeras desculpas.
O senado com atos secretos, as políticas que não funcionam, a educação que há muito se encontra estacionada e a saúde que nem conseguiu pegar a ficha para ser atendida. Há quem diga que em 2010 as mudanças chegarão. impossível! Acreditasse que quando a democracia brasileira chegar a sua maioridade possa então tomar partido de uma autonomia que melhore a sua situação.

As vivencias estão paradas, nos encontramos anestesiados, embora reconheçamos que em muitas situações somos totalmente coniventes ao regime flagelo que se instaurou na nossa política, há ainda quem diga que a sociedade pode ter aquele baque, e perceba as inúmeras facetas que se apresentam, cruéis facetas que se encontram por ai vagando no senado, na rua e nos presídios.

Esse renascer do coma pode sim ser assustador, como uma pessoa que acorda após anos e demora a assimilar as inovações, não só as inovações tecnológicas, mas as inovações no tal “jeitinho brasileiro” de resolver tudo de uma forma que não atinja ninguém diretamente, e mesmo que atingir alguém, pode se ainda alegar que “se não há morto, não há crime de fato!”.

O coronelismo há muito vaga por entre nossos votos como um fantasma que insiste em ressurgir, como aqueles vilões perversos que manipulam, maltratam e dominam as massas, como dizia Vargas “as aves de rapina” que a espreita esperam o momento certo para devorar a sua presa sem dó nem piedade.

Ainda que em contrapartida enfrentemos a dura realidade do poder que inebria e enfraquece o povo e que por vezes despem a realidade e a fantaziam como querem, é realmente “o avesso do avesso”, o lado “b” dessa realidade, o reverso das situações, e quem é culpado? E quem é errado? E quem pode dizer algo contrário? O verso ainda está sujo, pois o avesso nem começou a ser limpo... Cuidado com o que se pensa e o que se diz, pois pode se estar querendo limpar uma roupa que não é sua, e que nem estava no cesto para ser limpa, estava ali apenas para ser esquecida... Beijus eu volto! Lins Roballo.


Como sempre uma Musica para compor o Texto...

(comentem Por Favor)



MISTÉRIOS DO ABANDONO

Há algum tempo eu venho revendo algumas histórias, verídicas ou fantasiosas, misteriosas ou reais, mas que sabe impõe dentro de mim um sentido maior do que sou hoje em dia... Há história que conto hoje é verídica sim, um pouco fantasiosa, com uma pitada de mistério infantil, mas que por durante muito tempo fez parte da minha vida...

Havia na frente da minha escola um antigo cinema, uma casa caindo os pedaços, com algumas janelas, e com aquela cor amarela meio desbotada, que continha dentro dela muitos mistérios, morava no cinema uma senhora idosa, com muitas marca do tempo em seu rosto, cabelos meio crespos, meio lisos, com aquela cor cinza e algumas mechas brancas aqui e ali...

Ela era o conto vivo na porta da minha escola, era um cinema abandonado, ou uma casa amaldiçoada? Não sei explicar, mas aquela turrona mulher que vivia ali dentro era como aquelas tenebrosas bruxas dos magníficos contos de fadas, que por vezes pareciam que foram escritos ali, como um personagem assombroso ela vagava envolta de seu castelo abandonado conversando sozinha, não sei se dialogava consigo mesma ou com seus fantasmas.

Perto do muro do lado de dentro do pátio havia uma majestosa pitangueira, que como à senhora deveria ter seus secretos mil anos, nós subíamos no muro, catar uma a uma as vermelhas pitangas, doces pitangas que se postavam ao alcance de nossas pequeninas mãos, e por inúmeras vezes pude ver a velha sentada à janela de sua casa observando nossa atitude.

No seu calabouço, presa aos seus tormentos, aquele ser permaneceu por grande parte da minha infância, criando histórias, mexendo com a nossa imaginação, o velho cinema sempre me possibilitou viagens, inúmeros questionamentos sobre quem era ela? Como havia parado ali.

Com a chegada da adolescência, passei a me preocupar com outras coisas, e sabe um dia, percebi que a velha sumiu, e sem nenhum aviso o cinema e também havia sumido, juntamente com a casa abandonada, e toda a magia que ali estava presa, não sei para onde levaram a personagem, sei que ainda na minha memória persiste a lembrança daquele quadro em preto e branco, coberto de luz e assombrado de histórias que a velha casa possibilitou, aquele misterioso cinema vivo, então como a minha infância sumiu... Beijus eu volto... Lins Roballo

Música para acompanhar a leitura

EM QUEM CONFIAR


De tempos em tempos reconheço que é necessário questionar sobre “confiança”, em quem confiar quando tudo parece por um fio a desmoronar nos penhascos da vida? Confiança é a base de alto estima, amor por outrem, fortalecimento de amizades e outras inúmeras coisas que movem esse mundo cheio de pessoas extremamente diferentes.

Há dias que realmente questiono se é bom estar com pessoas que você julga suas amigas e que por vezes mostram o contrário, tive já inúmeras decepções pela vida a fora e acredite mais triste, não é saber que as pessoas podem te decepcionar, mais triste é sentir que não se pode confiar em alguém.

Ser uma loba solitária que na penumbra da noite caça sua presa, ou ser componente de uma alcatéia que por vezes conquistam coisas juntas? É difícil esse tipo de escolha, pode-se morrer de fome sozinha, mas também se pode morrer de abandono em grupo, onde os mais fortes sempre acharão um jeitinho de sobreviver, nem que para isso tenham que devorar os seus.

Para se ter consciência de trabalho em grupo é necessário que o grupo todo pense igual, mas isso, caro amigos não existe, pensar em socialismo onde o que impera é a lei do mais forte, do mais jovem, do mais perverso, do mais esperto e do mais cruel é por vezes utópico. O mesmo acontece se você for pensar em amizade, dento de um grupo onde apenas se espera a oportunidade certa para a tacada final.

É um circulo vicioso, sempre se quer mostrar que o poder é de todos quando o poder é talvez de quem chegue primeiro. Bem fazem as raposas que esperam todos dormirem, inclusive o dono do galinheiro para chegar sorrateiramente e desfrutar solitária da sua vitima, e quem é vitima nessa história? O pobre criador de galinhas, as galinhas ou a abandonada raposa?

Fica o conselho aos desavisados, não durmam cedo, não deixem fresta abertas e nem pensem em não se cuidar, porque a raposa pode chegar, mas saibam que ela também temerosa e solitária cuida-se da loba que pode estar à espreita esperando ela se distrair e acabar coma vida dela.

Confiança mais que tudo é medo, desconfiança, desprendimento, solidão e cuidado. Um dia ouvi dizer por ai em algum lugar que, melhor é marcar território e fazer com que acreditem que você não está preocupado, e esperar, porque “vingança” é um prato que se come frio e a vitória é dos solitários. E por mais que esses solitários encontram-se acompanhados ainda assim devem prezar pela sua solidão, porque vai chegar um momento que talvez você não seja o caçador, mas a caça, talvez não seja o malvado predador, mas a pobre vitima... Beijus eu volto... Lins Roballo

MÚSICA PARA COMPOR O TEXTO...

(COMENTE DEPOIS OK)




MÚSICAS CONTAM TUDO SOBRE NÓS...

Sabe aquela pergunta que por algum tempo circula pela nossa mente, “se minha vida fosse uma música seria?” difícil responder esse tipo de questão, porque depende muito do tipo de situação que se está vivendo, se for um momento mágico pode-se explicar ele através das infantis e inocentes musicas das Kely Kis, Wanessas, Sandys e outros tipos de artistas que de tempo em tempo criam esse tipo de canção.

As músicas românticas embalam as noites, as tardes e as vezes até as manhãs dos corações apaixonados, é como diz Cazuza “Amor da minha vida daqui até a eternidade...” há também canções como a de Cássia Eller que explicam totalmente esse amor, perdido amor, ‘se lembra quando agente chegou um dia acreditar, que tudo era para sempre...Sem saber que o para sempre, sempre acaba...” e acreditem não é essa mudança de estações que muda a lógica dos corações apaixonados, a vida em si explode modifica e edifica muitas coisas, a gente que sempre tem o costume de “rasgar pano nobre pura seda” como expressa Legião Urbana, para valorizar as pessoas e os momentos... e quando algumas coisas caem por terra, a gente tem o costume de dizer “quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com você?” Como se fugir dos problemas e abandonos fosse a solução mais rápida.

É canções dizem muito sobre nossa vida, refletem na gente os momentos que queremos que os outros percebam, por isso é necessário fazer como dizia Rauzito, “eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante... do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...” e ainda nos nossos mais rebeldes dias de solidão é fácil gritar “viva!!! Viva!!! Viva a sociedade alternativa...”, é complicado quando se tem muita coisa para explicar sem muita palavra para expressar, imaginem só você dizendo para a mãe que “o amor é bossa nova, sexo é carnaval...” e seguindo tudo isso é que daí “tudo vira bosta!!!” e viva Rita Lee que embalava nossa juventude, ou pelo menos a minha... quando para explicar o prazer de estar com alguém você diz “meu bem você me dá água na boca” e isso tudo “de tanto imaginar loucura” e claro não esquecendo a trupe Kid Abelha que dizia “tira essa bermuda faz cara de mistério... uhhhh eu quero você como eu quero...” porque “...longue do meu domínio você vai de mal a pior... vem que eu te ensino como ser bem melhor”.

Nada como as noites de verão, as frias tardes de inverno, as flores da primavera e as folhas caídas do outono para dar uma renovada nas relações e “é bem assim que estou... é tudo que restou...” Sandy e Jr, separados mostram que o tempo é corrosivo e até termina com alguns laços que poderiam ser inatingíveis. O tempo, ah o tempo! ele é dono de todo o destino, é real aquela história de “viva o hoje, porque o amanhã nem chegou ainda...” e provavelmente jamais chegue... É duro saber que se tem que viver dia após dia, a espera de nada... A espera de um “turo, turo aqui dentro...” e perceber que alguma coisa diferente está novamente acontecendo... E assim a vida segue, sobre essa lógica bem mundana... “O mundo dá voltas...” e nossa como ele gira, como as coisas modificam e como Roberto Carlos dizia em uma das suas canções... “Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim... não sei por que razão tudo mudou assim... ficaram as canções e você não ficou...” beijus eu volto... Lins Roballo


Música para compor a leitura...
(comentem depois)