Ouvi esses dias por ai alguém dizendo algo da diferença das cores, só que não era da diferença das cores, como o rosa que pinta o rosto do bebê recém nascido, eram cores de corpos, cores de rostos, de coisas tão vivas que não faziam sentido as suas colocações, pré-definia, esse ou aquele a partir de seu “tom de cor”, discriminava, excluía, separava...
Seguindo esse mesmo tema vou mostrar a maravilhosa presença das cores e suas significantes mensagens... Como havia dito de cores tão vivas em nós, que não importa quem sou ou o que eu sou.
“Viver” essa palavra tão pequena e ao meso tempo tão grande, tão profunda e rasa... “Viver”, tão puro, sereno e tão gostoso como o ar que respiramos, branco, limpo, neutro... Viver, encher os pulmões desse poderoso combustível que constantemente nos renova a alma.
“Viver”, como o vermelho, intenso, brilhante... Viver, como o pulsar das veias, que circulam e distribuem em nosso corpo um sangue rico quente e majestosamente vivo dentro de cada um de nós...
“Viver”, amarelo, dourado, reluzente... Como os olhos apaixonados e confiantes... Viver... Buscar lá no fundo a cor amarela de um túnel infinitamente... Longo! Viver é se permitir amarelar de vez em quando, sentir medo, assumir estar errado, e acreditar que esse erro mostrará mais um degrau para a sabedoria.
“Viver”, esperançosamente viver!!! Ter em mim essa latejante esperança, esse azul cintilante, azul polido. Viver... Buscar aqui dentro uma imensidão de crenças, metas e confiança, como o infinito céu azul...
“Viver”, meus caros amigos... Como a doce mensagem da natureza verde... Viver... Multiplicar, crescer, expandir, ser muito, mas muito mais do que apenas EU, ser uma floresta, verde, poderosa e unida.
“Viver”, negro, escuro, silencioso, abandonado, trancado dentro de mim, viver preto!!! Solitário acreditando em tudo aquilo que foi dito, viver preto!!! Completo, complexo, confuso... Ser misterioso, abstrato, renovado...
“Viver” com mil cores, ser mil cores... O ser humano seleciona, divide, discrimina, exclui, abandona... Porque tem medo, medo do diferente, medo do ousado, medo de ter medo de si mesmo, acredita em conceitos pré-deliberados, definidos por alguém que não ele, o mundo é divertido, colorido, diversificado... Somos uma matéria infinitamente colorida, que não cabe esses julgamentos... Esse medo paralisante de nós mesmos...
Mas aqui viemos para falar de VIDA! De caminhos, de sentimentos, de cores tão humanas, tão vivas... Como o intenso rosa que pinta a pele do bebê recém nascido, viva a diversidade, viva a vida, vida EU, viva VOCÊ... Cinta, a vida tem cheiro, tem toque, tem pulsar... A vida tem som... Escute-se, ouça a sua canção, cinta a música que emana do agitado corpo, a música que emudece que te faz ser diferente, que te faz ser você... Ouça... Beijos eu volto. Lins Roballo. Escrito em 2007