
Não me sinto morta, sem vida, me sinto vazia, nem todos os dias são perfeitos de onde eu vim, mas essa sensação de vazio aconteceu aqui, agente só sente o sentido da dor da saudade quando estamos em frente ao portão de casa, prestes a embarcar e tem aquele aperto, uma sensação inexplicável, uma sensação que palavra nenhuma pode descrever se não a “saudade”.
O vazio acompanhado da saudade é como um companheiro indispensável, com ele que agente aprende a valorizar as brigas cotidianas com os irmãos, as cobranças fervorosas de nossa mãe, a falta de compreensão, a disputa por espaço e atenção, essas coisas todas perdem o sentido, e esse vazio torna-se algo realmente dolorido.
Com o tempo como ouvi dizer uma vez, agente aprende a “dolorir”, que nada mais e que colorir a dor e transformá-la em algo um pouco mais fácil de ser aceito... ainda acho que não encontrei a forma certa de dolorir a minha dor, e fazer dela algo menos vazio e menos saudosista, mas acredito, um dia aprendo a formula e o vazio começará a ser preenchido... enquanto isso vou olhando pelo quadrado da janela e buscando algo que possa trazer essa saudade a tona e que esse vazio então encontre uma boa desculpa para existir... beijus eu volto... Lins Roballo 26 de setembro de 2011.