
Como contar minhas verdades sem pelo menos descobrir quais são as minhas mentiras? Minto pra mim quando acredito que está tudo bem, e lá no funda nada está bem! Minto sobre mim quando respondo que amo menos porque aprendi sofrendo e descubro que isso é mentira!
Como saber se minhas mentiras não são verdades e se talvez minhas verdades não sejam tão mentiras como penso? Minhas verdades são em muitas vezes uma fuga da realidade e, portanto uma mentira consideravelmente aceitável.
E se minhas mentiras? Mesmo as inocentes, e que tem a função de apenas se tornar uma pessoa mais “desejável”, mais “aceitável” por esse sistema que sempre classifica as pessoas como “boas ou ruins” através do seu perfil, e aqui quando falo de perfil não falo de “facebook, twitter, Orkut, badoo e outros", falo de perfil social.
Esse perfil social é o sistema que vai nos classificar enquanto aptos e não aptos a fazer parte de uma determinada comunidade especifica. Muitas vezes nos vemos presos a “mentirinhas” que a nosso ver não parece grandes coisas, porém quando nos damos conta, nossa pequena e inocente mentira é um emaranhado de escolhas erradas em prol de um perfil que foge aos nossos padrões!
Um amigo enfatiza que: “se você não contar a verdade sobre si mesmo, não poderá contar a verdade sobre as outras pessoas” isso é forte, verdadeiro e necessário para nossa convivência social aconteça de forma mais pura e clara, como vamos saber observar sobre as mentiras e verdades das outras pessoas se muitas vezes não assumimos nossas verdades e mentiras.
Temos que aos poucos redescobrir nossos caminhos, e diante de nosso perfil social avaliar o que é útil e o que é fútil !!! Às vezes é necessário abandonar certas verdades desnecessárias para poder fazer nossas reais escolhas. Bjus eu volto. Lins Roballo. 22 de maio de 2011.
