sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A SEXUALIDADE TEM TODAS AS CORES!!!


Que a sexualidade tem todas as cores é verídico, mas, que cores são essas quando estamos a falar de infinitas formas de viver o prazer? A discussão que busco hoje é para refletir realmente sobre essa identidade multifacetada que estamos vivendo nos dias atuais.

Quem poderia dizer que há algum tempo jamais poderíamos estar discutindo tão abertamente sobre sexo e sexualidade, mais que viver o novo perfil de uma sociedade contemporânea, temos que assumir que mesmo assim, ainda encontramos fatidicamente um que outro facínora que tenta emudecer as já tão sofrias classes “minoritárias”, mas de que minoria estamos falando?

E uma minoria, que frente a inúmeras barreiras, escorre como água na sociedade e inspirados na água, consegue de alguma forma, introduzir-se a tão perfeita “sociedade”, perfeita pelo fato de que, nesta sociedade pensada e idealizada, não existem negros, não existem pobres, não existem mães solteiras, nem pais agressivos, não existem assaltantes, nem presídios abarrotados de gente, não existem gays e nem pedofilia.

Essa perfeita “sociedade” nega-se a discutir tais assuntos, pois em seu seio eles não estão presentes, e se por via das duvidas em algum momento querer existir, sempre se encontram meios e extingui-los. A sexualidade tem todas as cores, assim como a vida é multifacetada, assim como os humanos são racialmente e culturalmente diferentes.

Mais do que ser um grito de “olhem para nós” e “estamos aqui, e aqui é nosso lugar!!!”, as paradas do orgulho GLBTT’s é muito mais do que isso, é a multicultural vida amostra para que todos possam ver, é o grito de somos todos iguais, e por mais que não se reconheça nesta luta, em alguma luta todos nos encaixamos e é essa a proposta dessas “paradas livres”, dar voz e vez a todos os “diferentes”, seja o diferente em raça, opinião, condição ou crença, vamos viver como se cada dia fosse o nosso último dia e daí descobriremos pelos olhos doídos de quem nunca realmente enxergou, que nada era como parecia ser... beijus eu volto. Lins Robalo, 03 de dezembro de 2010.