domingo, 24 de outubro de 2010

PEDAÇOS AO CHÃO




De tempos em tempos me deprimo e revejo ao fechar os olhos os pedaços de mim caídos ao chão, relembro da dor de derrubá-los, da insatisfação de perdê-los ao longo do caminho, da insegurança em não ser feliz, da falta de mim...

Hoje acordei assim, meio sem um eu dentro de mim... Fora, perdida por ai, catando os pedaços perdidos em outras batalhas... e que medo de perder as batalhas que se postam a minha frente, e que medo de arrepender-me de deixar alguns pedaços perdidos para trás...

Nesses encontros e despedidas de mim mesma, mudei algumas escolhas, me arrependi de outras... Esqueci-me de fazer alguns agradecimentos, de fazer algumas descobertas pelo fato de estar sempre presa a escolha de ser perfeita...

Perfeição não tem nada haver com beleza, essa perfeição que busquei tem ligação com meus desejos de sempre estar à frente de tudo... Muitas vezes isso se quer é lembrado... “Pedaços ao chão” isso é talvez a materialização de minhas frustrações, de minhas escolhas... De meus fracos desejos... Quem sabe, quem sabe... Daqui um tempo tudo tenha outro, ou outros sentidos... Novas escolhas nos conduzem a novos rumos, novos rumos às vezes são o bem necessário para que tudo se equilibre. Beijus eu volto!!! Lins Roballo, 24 de outubro de 2010.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

NADA DE TENDÊNCIAS


Nunca fui de seguir modinhas, sempre me fiz e segui meu estilo próprio de ser, confesso que em alguns momentos fui um pouquinho colorida, quando há alguns anos as pessoas usavam o all star preto, vermelho ou azul pra seguir a moda rock star, eu já inventiva usava um pé de cada cor...

Quando nem pensavam em retro, minhas calças jeans já eram pantalonas estilo anos 60 ou 70... Hoje andando pela rua, quase beirando meu meio ciclo de maturidade [30, mas não contem para ninguém], vejo nessas meninas e meninos um pouquinho da minha rebeldia passada...

Fios de telefone no pulso... É em meu tempo eles costumavam ficar no telefone mesmo, mas carregávamos muitos outros assessórios, havaianas modernas com tiras diferentes, não existiam, no máximo algumas coloridas, mas acreditem alguns amigos meus, influênciados pela moda já andavam com as tiras [da havaianas normal] viradas do avesso e isso é totalmente de mais.

Bom, mas algo hoje em dia é bem mais fácil de ouvir falar, sexo, nossa fui descobrir o que era isso [sem ser pelo cine prive da band, ou pelos filmes pornô que surrupiava de minha irmã mais velha], aos dezenove anos, tardão, hoje as meninas e meninos já saem da barriga da mãe sabendo pelo menos metade das posições mais chocantes do camasutra!

Outra coisa terrível que a modernidade trouxe [e que em meu tempo era a modinha dos excluídos] foi o consumo exagerado e sem a mínima vergonha das drogas... Fumar maconha em na minha juventude [que fique bem claro que isso não é um passado, muito distante], era coisa de gente sem noção e totalmente louca, hoje em dia praticamente todo o jovem que eu conheço, faz uso de algum tipo de entorpecente, tem garoto que se digna a usar viagra [que não deixa de ser uma droga], só pra fazer um sexo, mais demorado...

Nunca fui tendenciosa, nem seguidora de modinhas, nunca fui do pagode nem do forró, nunca preferi só o rock ou o pop, nem ao menos só curti MPB ou romântica... Mas creio que esse povo, emo, colorido ou rockeiro, anda só curtindo marcha fúnebre e ainda nem percebeu a decadência da sua juventude... Pena, porque daqui mais uns anos, quem deles estará vivo para comentar a sua remota e meteórica história passada??? Beijus eu volto... Lins Roballo, 20 de outubro de 2010.