terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

IDENTIDADE 2



Retornando por ocasião justamente quando mais uma vez por injustiça ou puro preconceito o Brasil mostrou que a arrogância é um bom ingrediente para um bom perfil de humano. O bbb10 dessa terça acabou com um amargo na ponta da língua, não na língua toda... Como disse uma amiga em um desses sites de relacionamento “melhor é ganhar a prata e sair com gosto de vencedor do que se vender e não ser você mesmo!”

Identidade, difícil traçar um perfil de mim mesma, sou uma borboleta em transformação, sou a sereia na pedra a escovar os cabelos a esperar, não sei bem o que espero, não sei bem quanto tempo ainda tenho que esperar.

Não sou de muitos amigos, mas os que tenho são realmente amigos, daqueles que me viram crescer, daqueles que entendem minhas mudanças e sabem que realmente é bom para mim, mesmo que meu bom não seja o mesmo para eles.

Um dia, talvez saiba o que é essa identidade que tanto eu preso, que tanto procuro desvendar, durante esses dias que fiquei pensando o que eu iria escrever, não encontrava nada que poderia expressar tudo isso que eu queria, mas sabe hoje na hora da saída da jogadora morango do bbb10, a ser humano Angélica então expressou tudo em uma frase “não perderia minha essência por dinheiro nenhum... o que minha vó, meu pai e meu irmão me ensinaram é único e nada mudaria isso!”

Isso sim é identidade na mais pura essência do ser, nunca perderei o que aprendi com as pessoas que eu amo e que de alguma forma me fizeram o que hoje sou... beijus eu volto. Lins Roballo, 24 de fevereiro de 2010.
Como não poderia faltar uma música para compor o texto

sábado, 13 de fevereiro de 2010

IDENTIDADE 1

Olá, há alguns meses tenho vindo quase todas as semanas escrever sobre minhas histórias, meus anseios, minhas dúvidas e minhas descobertas, para que como um quebra cabeça, o leitor possa construir e identificar o perfil de quem vos escreve.
Muito mais do que eu mesmo traçar um perfil sobre minhas personalidades, ou minhas “pseudo personalidades”, que variam muito de semana para semana, quando escolhi esse nome “identidade G”, pretendia, com simplicidade falar de um perfil que não é só meu, seria como buscar o desvendamento de toda uma comunidade.
Sei que em quase todos os textos eu me descrevo como ponto principal, o que é necessário já que estou querendo falar de um grupo social que eu faço parte, mas sabe às vezes me pego olhando para meu interior e vejo que muito mais que traçar o perfil dela eu quero, traçar o meu perfil dentro dela, encontrar a minha identidade.
Uma vez deitada em minha cama certa pessoa disse que eu deveria dizer mais sobre mim, sobre como eu observo o mundo por meio da minha construção dele, não sobre como esse mundo seria para o grupo todo, resumidamente essa pessoa disse “fale como é ser gay, como é a sua visão sobre a realidade que você vive”.
Hoje me pego ansiada em dar início a esse papo, não porque é um assunto que não gosto de tratar, muito pelo contrário, levanto minha bandeira sempre que necessário, mas porque como eu mesma havia dito uma vez a uma professora, num daqueles dias em que conversando abertamente sobre essas coisas esquecemos das pré definições, de ser homo ou ser hétero, dizia a ela que, “não era que eu não gostasse de falar sobre o assunto, na realidade o que eu não curtia era sentir como se isso fosse uma ferida aberta em minha vida, porque eu discordava dessa imagem de coitadinha”, o estranho é que em 2010 com o bbb10 se todos estão observando houve uma super exposição do gay como personagem importante no jogo.
O que me deixa extasiada, é que observo que o homo presente naquele show da vida real, é tão igual a mim, que até me vejo nos seus perfis, pessoas super de bem com a vida decididos a mostrar que a condição sexual ali colocada em evidência não os classifica como pessoas de má índole não os intitulam como pejorativos, insanos, deficientes ou promíscuos. Mostra que o perfil humano, diferente do que acreditam os preconceituosos de plantão, é uma coisa única de todos nós.
Todos podem ser bons ou ruins, perversos ou inocentes, traíras ou confiáveis, amigos ou inimigos e isso nos coloca no mesmo patamar de uma raça que independente de cor, credo, opção política, religiosa ou desejos sexuais, no fim é humana, é única, é múltipla e é tão abstrata, que muitas vezes nos perdemos no labirinto e nem encontramos os outros e nem encontramos a nós mesmos.
Como foi expresso por Gonzaguinha em uma música sua “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um ETERNO aprendiz...”. Beijus eu volto. Lins Roballo 09 de fevereiro de 2010.
Música para inspirar...